DESTAQUE

Dólar a R$ 5,17 hoje: moeda sobe com exterior, petróleo e eleições

Moeda norte-americana fechou a R$ 5,169, com alta de 1,27%, enquanto Ibovespa recuou 0,86%.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

O dólar a R$ 5,17 hoje fechou o pregão desta quarta-feira (23) em forte alta no Brasil. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,169, com avanço de 1,27%, em meio à valorização do dólar no exterior, à alta do petróleo e à repercussão de novas pesquisas eleitorais no Brasil.

Durante a sessão, a moeda chegou a atingir R$ 5,177, por volta das 14h40, antes de desacelerar parcialmente nas horas finais de negociação. Apesar da alta desta quarta-feira, o dólar ainda acumula queda de 5,83% no ano.

Dólar sobe com cenário internacional

Parte da pressão sobre o real veio do mercado internacional. O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas, avançou aproximadamente 0,54%, para 101,090 pontos.

Dados de atividade econômica dos Estados Unidos também contribuíram para o movimento. O índice de gerentes de compras (PMI) subiu de 56 em agosto para 58,4 em setembro. Resultados acima de 50 indicam expansão da atividade.

Os números reforçaram as expectativas de que os juros norte-americanos permaneçam elevados por mais tempo. Com isso, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos aumentaram, tornando os ativos denominados em dólar relativamente mais atrativos para investidores.

Eleições também entram no radar do mercado

No Brasil, o mercado financeiro também reagiu a uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira.

Segundo a Reuters, a pesquisa Atlas/Bloomberg citada no mercado registrou 47,7% das intenções de voto para Luiz Inácio Lula da Silva e 47,4% para Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. A margem de erro informada é de um ponto percentual, o que coloca os números dentro de uma situação de empate técnico.

A pesquisa é apresentada aqui como um dos fatores observados pelos investidores naquele pregão; ela não permite, por si só, concluir o resultado da eleição.

Ibovespa fecha em queda

Enquanto o dólar avançou, o Ibovespa fechou aos 185.814 pontos, com queda de 0,86%.

O índice chegou a atingir 188.772 pontos na máxima do dia e 185.676 pontos na mínima. O volume financeiro negociado alcançou R$ 29,68 bilhões.

Apesar da queda desta quarta-feira, o principal índice da Bolsa brasileira acumula alta de 4,73% em setembro, segundo os dados divulgados após o encerramento do mercado.

Bolsas de Nova York também recuam

O movimento negativo não ficou restrito ao mercado brasileiro.

Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,68%, para 51.512,42 pontos. O S&P 500 recuou 0,75%, para 7.706,39 pontos, enquanto o Nasdaq teve baixa de 1,13%, encerrando aos 26.936,04 pontos.

Um dos fatores de pressão foi a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. O rendimento dos papéis de dez anos ultrapassou 5% ao ano, nível que não era registrado desde julho de 2007.

Petróleo volta a subir

Outro elemento que chamou atenção dos mercados foi o petróleo. Após cinco sessões consecutivas de queda, o preço da commodity voltou a subir diante da falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

O Brent, referência internacional, avançou 2,84%, para US$ 98,12 por barril. Já o WTI, negociado no mercado norte-americano, subiu 1,81%, para US$ 92,16.

A alta do petróleo aumenta as preocupações com a inflação internacional, especialmente diante das incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.

Principais números do mercado

  • Dólar comercial: R$ 5,169, alta de 1,27%;
  • Ibovespa: 185.814 pontos, queda de 0,86%;
  • Brent: US$ 98,12, alta de 2,84%;
  • WTI: US$ 92,16, alta de 1,81%;
  • Dow Jones: queda de 0,68%;
  • S&P 500: queda de 0,75%;
  • Nasdaq: queda de 1,13%.

O movimento desta quarta-feira combinou fatores externos, como juros e atividade econômica nos Estados Unidos, com a alta do petróleo e acontecimentos acompanhados pelo mercado brasileiro durante o período eleitoral.