O dólar andou de lado no inicio da sessão desta terça-feira (4/8), mas, por volta das 9h40, embicou numa tendência de alta. Às 10h20, moeda americana subia 0,23% frente ao real, cotada a R$ 5,09.
O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu o pregão em forte alta de 1,41%, aos 180,4 mil pontos. Na véspera, o indicador não registrou variação.
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O movimento do dólar, em parte, é resultado de incertezas que diminuem o apetite por risco dos investidores. Não estão claros, por exemplo, os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã.
As informações vigentes — sempre suscetíveis a mudanças repentinas — indicam que o governo dos Estados Unidos retomou as negociações com os iranianos. Teerã, contudo, nega os contatos, mas as conversas estariam ocorrendo de forma indireta. O fato é que o presidente americano, Donald Trump, suspendeu ataques planejados no fim de semana.
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Outro dado concreto é que o petróleo mantém a tendência de queda. Às 9h55, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, recuava 2,30%, a US$ 81,84. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, caía 2,99%, a US$ 77,94.
Juros no Brasil
No ambiente interno, os agentes econômicos aguardam a definição do valor da taxa básica de juros do Brasil, a Selic. Ela será definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), nesta quarta-feira (5/8).
As apostas, quase unânimes, apontam para um corte de 0,25 ponto percentual da taxa, que nesse caso passaria de 14,25% para 14,00% ao ano. A questão concentra-se nas indicações sobre o que acontecerá com a Selic nas próximas reuniões do Copom, que acontecem em setembro, novembro e dezembro. O detalhe é que existe a forte possibilidade de o órgão do BC não dar sinais sobre o que pretende fazer até o fim deste ano.
À espera do corte
A a perspectiva, porém, é de novas quedas dos juros, como mostrou na segunda-feira (4/8) o Boletim Focus, o levantamento semanal feito pelo BC com economistas do mercado. Os técnicos esperam que a Selic termine o ano em 13,75%. Ou seja, ela seria reduzida em 0,50 ponto percentual até o fim de 2026.
A pesquisa também registrou a quinta redução seguida na estimativa da inflação neste ano. A previsão para o IPCA de 2026, o índice que mede a inflação oficial do país, fique em 5,03%. Há uma semana o número estimado era de R$ 5,12.
Produção industrial
Novos indícios de desaquecimento da atividade surgiram na manhã desta terça-feira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial brasileira recuou 1,8% em junho frente a maio. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
Essa foi a segunda queda consecutiva do indicador. Em maio (na comparação com abril), ela foi menor: 0,2%. A queda de junho, o último dado disponível, foi a mais intensa desde dezembro, quando o PMI recuou 1,9%.
Na passagem de maio para junho, as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte dos 25 ramos pesquisados apontaram taxas negativas. Entre as atividades, a influência negativa mais importante foi assinalada pelo grupo de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 5,9% em junho de 2026.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carlos Rydlewski.




