
Um estudo da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, apontou que a exposição a luzes durante o sono pode ampliar os riscos de problemas de saúde em adultos. De acordo com os pesquisadores, mesmo a iluminação mais baixa nesse período da noite pode prejudicar a função cardiovascular, aumentando a resistência à insulina durante a manhã seguinte. Essa relação, por sua vez, aumenta as chances de desenvolvimento de diabetes, hipertensão e obesidade.
A aceleração cardíaca durante a noite já foi apontada, em outros estudos, como um dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas e morte prematura. As maiores taxas de açúcar no sangue, por sua vez, são um sinal de resistência à insulina, que pode resultar na diabetes tipo 2.
Phyllis e sua equipe ficaram surpresos ao descobrir que menos da metade dos participantes do experimento dormiam no escuro por pelo menos cinco horas diárias. Mais de 53% tinham alguma luz no quarto, e pessoas que dormiam com luzes mais fortes tinham mais chances de dormirem e acordarem mais tarde. “Sabemos que pessoas que dormem mais tarde também têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares e metabólicas”, comentou a pesquisadora.
O espectro de luz também tem impacto no sono: ondas mais longas, como as das colorações vermelha e laranja, são menos intrusivas e prejudicam menos o ritmo circadiano, o relógio biológico. Lâmpadas que usam essas cores podem ser usadas por pessoas que têm necessidade de levantar à noite para ir ao banheiro, por exemplo — a recomendação é deixá-las em uma altura mais baixa, como nas tomadas.
O que fazer para dormir no escuro?
A recomendação é afastar a cama das janelas e investir em uma cortina com black-out. Além disso, evite carregar laptops ou aparelhos eletrônicos no quarto enquanto você dorme. Se mesmo assim não for possível diminuir a claridade, a indicação é dormir com uma máscara para proteger os olhos. Se for preciso acordar durante a noite, evite acender as luzes da casa e tente se movimentar no escuro.



