
Profissionais de todo o país realizaram, nesta sexta-feira (9), manifestações contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que no último domingo (4/9) suspendeu a exigência da Lei nº 14.314/2022 que cria o piso nacional da enfermagem. Barroso ainda deu 60 dias para que a União e outras instituições públicas e privadas se manifestem no processo.
O candidato, que é médico infectologista e no período mais crítico da pandemia se afastou do parlamento para atender na UTI Covid, lembrou a importância de representantes na política que defendam os interesses dos trabalhadores da saúde e também da população, ao lutar pelo pleno funcionamento do Sistema Único de Saúde.
“Na condição de um servidor público da saúde fiz tudo o que pude aqui na Assembleia, e lá no Senado, que é onde essa luta também está acontecendo, também iremos lutar lado a lado da mesma forma, e deixo meu compromisso com os profissionais de enfermagem de todo o estado do Acre: ‘A luta de vocês será também a nossa luta’, porque o profissional de saúde precisa ter condições financeiras de saber que seu filho vai ter condições de estudar e crescer com dignidade junto com sua família, porque a vida desse profissional é dentro de um hospital cuidando da população. Esse reajuste é uma necessidade”, disse.
Dr. Jenilson criticou ainda o processo de terceirização da saúde pública.
“Tem quem ache que servidor público é um problema e por isso acha necessário aprofundar o processo de precarização e terceirização, mas pelo contrário, é através do servidor público, em um estado como o nosso, que o dinheiro entra e vai parar no supermercado, na farmácia e aquece a economia, é através do serviço público que podemos levar nossos filhos numa Upa ou matricular na escola pública. A nossa população depende genuinamente do serviço e do servidor público. Essa causa sempre foi minha pauta de luta como deputado e será como senador”, finalizou.



