
Gleison Souza do Nascimento e Moisés Duarte Bezerra foram condenados a 39 anos de prisão pelo sequestro e morte de Genagila Nascimento de Lima, de 26 anos, ocorridos em setembro de 2021, em Mâncio Lima, interior do Acre. Evandson Souza Lima e Evilásio Pinheiro da Costa, que também foram julgados, acabaram inocentados.
O julgamento dos quatro acusados começou na quarta-feira (29) e terminou na madrugada de quinta-feira (30) na Vara Única Criminal de Mâncio Lima. A decisão de levar os acusados a júri popular foi tomada pela Justiça em fevereiro do ano passado.
Além de matar a jovem, Gleison do Nascimento roubou a motocicleta dela. À Polícia Civil, ele confirmou que foi contratado pelo namorado da vítima, Moisés Duarte Bezerra, que estava preso na Unidade Penitenciária Manoel Néri da Silva, em Cruzeiro do Sul, para cometer o crime. O mandante do assassinato desconfiava que estava sendo traído pela jovem.
A Justiça estabeleceu as sentenças da seguinte forma:
– Gleison Souza do Nascimento, vulgo “Pico” – condenado a 23 anos por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto.
– Moisés Duarte Bezerra – condenado a 16 anos por homicídio qualificado. Ele foi inocentado dos crimes de organização criminosa e ocultação de cadáver.
A defesa de Moisés Bezerra informou que entrou com recurso contra a decisão. Já a defesa de Gleison Souza não foi encontrada até a última atualização desta reportagem.
Pagamento por Morte
Na época, a Polícia Civil informou que Gleison do Nascimento confessou ter recebido um adiantamento de R$ 5 mil para matar a jovem. O dinheiro foi entregue em uma praça de Cruzeiro do Sul por dois indivíduos em um carro. Após receber o pagamento, o suspeito ligou para Genagila, dizendo que o namorado dela tinha mandado dinheiro para ela.
A vítima encontrou-se com o suspeito na praça, mas ele alegou que o dinheiro estava em Mâncio Lima, usando isso como pretexto para levá-la a um local isolado.
Durante o depoimento, o suspeito afirmou que, enquanto se deslocava para a cidade vizinha, percebeu que era seguido pela dupla que entregou o dinheiro.
Genagila foi levada ao Ramal do Chaparral de moto. Antes de chegar ao local, a vítima desconfiou e perguntou se era uma emboscada. No local, o acusado pediu o celular da vítima, alegando ter recebido ordem para verificar as mensagens de WhatsApp dela e checar se ela estava traindo o namorado.
Ao se recusar a entregar o aparelho, o acusado começou a agredir a jovem. Ele alegou ter tido dificuldades para dominá-la e então disparou um tiro no tórax dela. Genagila cambaleou e caiu em uma poça de lama.




