O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (21/7), em entrevista à TV Metrópoles, que gostaria que o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles abrisse mão da candidatura ao Senado por São Paulo. O ex-parlamentar disse, ainda, que o antigo aliado o desrespeita ao se manter na disputa.
“Coloquei como o meu sucessor o André do Prado, aí o Salles se arvorou com muito mais energia para sair candidato, porque se eu estivesse no Brasil, a dobradinha seria Derrite e Eduardo Bolsonaro, um indicado pelo Tarcísio e um indicado pelo Jair Bolsonaro. Então, em última análise, quando o Ricardo Salles sai candidato, ele está desrespeitando a mim, a nossa liderança e, mais uma vez, tudo bem. Ele não está nem mais em nosso partido, ele pode fazê-lo”, afirmou.
Salles foi oficializado nessa segunda-feira (20/7) como candidato pelo partido Novo.
Eduardo afirmou que, se não estivesse impedido de concorrer, ganharia com folga de Salles. O ex-deputado segue nos Estados Unidos, desde fevereiro de 2025. Ele vive no Texas e foi beneficiado pelo governo de Donald Trump com a concessão do green card, que lhe dá o direito de morar e trabalhar no país por tempo indeterminado.
“Eu acho que seria o ideal que o Ricardo Salles abrisse mão da candidatura. Também me coloco no lugar dele, se ele quiser sair candidato é um direito dele. No entanto, vale lembrar que todas as pesquisas apontam que eu, muito provavelmente, seria eleito senador em São Paulo, até com uma certa folga, a depender da pesquisa que você olha. No entanto, eu estou impossibilitado de concorrer”, afirmou.
Eduardo está inelegível por oito anos, após o Supremo Tribunal Federal (STF) enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa, além de ter sido condenado a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação.
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Impeachment de Moraes
Para o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a candidatura do ex-ministro do Meio Ambiente pode influenciar no possível impeachment do ministro Alexandre de Moraes, no Senado, já que poderia refletir no não alcance do número suficiente de votos.
“O Senado vai ter um jogo muito importante a partir de 2027. A gente sabe que impeachment de ministro do STF ocorre no Senado brasileiro e a gente está contando os votos para isso. Imagina a gente perder o impeachment do Moraes por causa de um ou dois votos, por que a gente não teve a organização ou a maturidade suficientes para entender: ‘Poxa, acho que agora é a vez do Eduardo Bolsonaro, ele vai tentar apesar de estar lá fora, mas vamos deixar ele indicar a pessoa e vamos todo mundo apoiar essa pessoa?’ Não”, expôs.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Lorena Pacheco.





