ENTRETENIMENTO

Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal após mais de 30 dias de faltas injustificadas

Por Heloísa Cipriano

Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal após mais de 30 dias de faltas injustificadas

Ex-deputado perde o cargo de escrivão por abandono de função; demissão foi formalizada nesta segunda (21/9)

Eduardo Bolsonaro em seu canal no YouTube (Reprodução: YouTube/@eduardobolsonarosp)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP) não integra mais o quadro de servidores da Polícia Federal (PF). O Ministério da Justiça e Segurança Pública formalizou nesta segunda (21/9) a demissão dele do cargo de escrivão da corporação, após a conclusão de um processo administrativo por abandono de função.

A medida consta no Diário Oficial da União e foi assinada na última sexta-feira (18/9) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Segundo o ato, Eduardo permaneceu ausente do trabalho, sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos.

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Eduardo BolsonaroCrédito: Zeca Ribeiro – Câmara dos Deputados Eduardo Bolsonaro e o pai, Jair BolsonaroCrédito: Pozzebom – Agência Brasil Eduardo BolsonaroCrédito: Renato Araújo – Câmara dos Deputados Eduardo BolsonaroCrédito: Agência Brasil

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A decisão desta segunda-feira conclui um procedimento que já havia avançado dentro da PF meses atrás. Em 21 de julho, a corporação havia encerrado o processo administrativo disciplinar e decidido pela demissão do ex-parlamentar. A documentação foi então encaminhada ao Ministério da Justiça, responsável por formalizar a punição.

Eduardo ingressou na Polícia Federal como escrivão por meio de concurso público em 2010. Durante o período em que exerceu o mandato de deputado federal por São Paulo, ficou afastado das funções policiais. A situação mudou após a perda do mandato parlamentar, declarada em dezembro de 2025 em razão do número de ausências às sessões da Câmara.

Sem a função de deputado que justificava seu afastamento da PF, ele deveria voltar ao posto de escrivão. Porém, isso não aconteceu. Eduardo permanece nos Estados Unidos e a ausência no trabalho levou à abertura do processo disciplinar, que terminou com a decisão de desligá-lo da corporação.

A carreira de escrivão tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil. De acordo com informações divulgadas, Eduardo não recebia o salário enquanto estava afastado para exercer o mandato parlamentar.

Além de perder o mandato parlamentar e o cargo na PF, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do STF, em junho, a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A defesa de Eduardo sustenta que sua atuação no exterior teve natureza política. Sobre a situação, na última sexta-feira (18/9), a Primeira Turma rejeitou por unanimidade um recurso apresentado pela defesa e manteve a condenação. Alexandre de Moraes, relator do caso, foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Heloísa Cipriano.