
Marina participava da audiência quando sofreu ataques misóginos e violência política de gênero por parte dos senadores do Amazonas, Omar Aziz e Plínio Valério, e de Rondônia, Marcos Rogério, que presidia a Comissão.
“Nós assistimos ontem, àqueles que tem um pouco de curiosidade e àqueles que tem o mínimo de sensibilidade, devem ter ficado chocados com aquele espetáculo de horrores ocorrido no Senado da República, na Comissão de infraestrutura, com a presença da ministra Marina Silva. Marina foi deputada desta Casa. Aquele salão do povo leva o nome dela. Ela marcou época como uma parlamentar combativa, como uma parlamentar produtiva, como uma mulher extraordinariamente solidária e de ótima convivência com a pluralidade que é sempre o plenário desta Assembleia”, disse Edvaldo.
Ao final, Edvaldo Magalhães cobrou um posicionamento da Assembleia Legislativa do Acre. Disse que Marina saiu das cabeceiras dos rios para ser cidadã do mundo. Ele também leu uma carta publicada pelo ex-governador Binho Marques, que destaca o legado de Marina.
“Nós precisamos ter um posicionamento dessa Casa referente a alguém que saiu daqui e hoje é escutada pelo mundo. Não temos que ter vergonha, temos que exaltar isso. Não é fácil uma seringueira sair daqui e virar uma senhora do mundo. Não podemos ser covardes. Quem se acovarda não merece estar à altura da história no momento que a história exige solidariedade. Repito, só os covardes não se solidarizam quando alguém parida pelas cabeceiras dos rios, com a história e a trajetória que tem Marina Silva é vilipendiada. Não porque defende esta ou aquela bandeira, mas por ser uma mulher negra vinda da cabeceira dos rios”, completou.




