O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico equatorial, pode interferir diretamente nas condições climáticas do Distrito Federal, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A tendência é para “aumento das temperaturas médias, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e cenários favoráveis a incêndios, bem como redução da umidade relativa do ar, o que pode influenciar o início da estação chuvosa na região”, apontou o Instituto.
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Atraso das chuvas e temperaturas acima da média
De acordo com o Olivio Bahia, meteorologista do instituto, apesar de fraca intensidade, o El Ninõ parece já ter interferido no clima do DF — com o atraso do início da seca. Tradicionalmente, o período começa em maio e termina em setembro. Todavia, em 2026, iniciou somente no mês de julho.
“Neste ano, tivemos um padrão de circulação sobre o Brasil pouco comum. Geralmente, temos uma ampla área de massa seca que atua sobre boa parte do Brasil, por isso este é nosso período seco. Mas eu diria que até início deste mês, esta massa seca estava mais restrita ao Nordeste do Brasil, Tocantins, Sul do Pará, Centro-Norte do Mato Grosso, Norte de Goiás e de Minas Gerais”, afirmou ao Metrópoles.
Outro ponto de atenção para os meteorologistas é no atraso do período chuvoso, que costuma acontecer em novembro. Com o adiamento, a preocupação se volta para o níveis dos reservatórios de água, além do favorecimento das queimadas.
Diante desse cenário, os cuidados redobrados com a saúde são fundamentais. Por isso, o Inmet recomenda “evitar a exposição prolongada ao sol nos horários de maior intensidade da radiação, manter uma boa hidratação, além de umidificar os ambientes sempre que possível”.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thamires Almeida.




