
A poucos dias das eleições, a pesquisa mais recente da Alfa Inteligência revela um cenário de volatilidade e desafios para candidatos a prefeito em todo o Brasil: 40% dos eleitores declararam que ainda podem mudar de opinião em relação a sua intenção de voto. O estudo foi realizado em 300 cidades do país, entre os dias 02 e 08 de setembro, com 8 mil entrevistados. Isso mostra que, mesmo aqueles que aparentam estar na liderança, a situação pode ser instável. “Campanhas estagnadas correm o risco de perder eleitores indecisos na reta final da campanha. A diferença entre uma vitória e uma derrota pode estar nas mãos desses indivíduos que ainda estão se decidindo”, explica Emanoelton Borges, CEO da Alfa Inteligência.
Os dados coletados indicam que os eleitores estão cada vez mais exigentes e céticos em relação às propostas dos concorrentes. “As pessoas querem saber como o candidato pretende resolver os problemas locais, seja na saúde, na educação, na geração de emprego e renda ou no turismo. O segredo é garantir que essas propostas sejam críveis e realistas. Não adianta sair prometendo tudo e o eleitor não acreditar nisso”, esclarece Emanoelton. Nesse contexto, as pesquisas de opinião são ferramentas essenciais para medir a receptividade das propostas e ajustar a rota conforme necessário.
O estudo também destaca um indicador fundamental para este pleito eleitoral: a taxa de aprovação do atual prefeito. “Aqueles com 50% de aprovação podem tanto eleger quanto não eleger o sucessor. É fundamental compreender que a aprovação do gestor atual não garante automaticamente a eleição do seu indicado. A taxa de conversão entre aprovação e intenção de voto é um indicador muito importante. Nesse sentido, prefeitos que por exemplo possuem 70% de aprovação e convertem 80% de sua aprovação em intenção de votos para seu candidato, este candidato terá algo em torno de 56% das intenções de voto”, destaca Emanoelton Borges.
Com o primeiro turno se aproximando, é mais importante do que nunca que os candidatos utilizem pesquisas de opinião sérias e de alta qualidade, para ajustar suas estratégias e se conectar de forma mais eficaz com a população. Elas são instrumentos primordiais para medir a temperatura da campanha e entender o que realmente importa para o eleitor. “Estar atento a essas variáveis pode fazer a diferença entre a vitória e a derrota”, finaliza Emanoelton.




