O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) arrancou risadas da plateia com uma declaração inusitada na última quinta-feira (26/3), durante a reinauguração do parque fabril da Caoa em Anápolis (GO). Ao discursar sobre o aumento do consumo das famílias brasileiras, o chefe do Executivo focou nos gastos com animais de estimação e fez um comentário ousado direcionado a um executivo chinês que estava no palco.
Dirigindo-se a Zhu Huarong, representante da montadora do país asiático, nação que o político fez questão de exaltar como o “melhor parceiro” do Brasil, o petista brincou com a diferença cultural entre os dois povos. “Meu caro Zhu, na China não deve ter esse problema, mas aqui no Brasil nós gostamos muito de cachorro”, disparou o presidente.
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Nos bastidores, a fala remete à controversa tradição de consumo de carne de cachorro que ainda existe em algumas regiões chinesas, embora a prática venha perdendo força. Para ilustrar o peso que os pets representam no bolso do brasileiro atualmente, ele classificou essas despesas como um verdadeiro “sequestro do nosso salário” que só é percebido no fim do mês.
Ele citou os altos custos com clínicas veterinárias, tratamentos dentários e banhos semanais, ressaltando que a época de dar restos de comida para os cães acabou e que hoje os animais dormem na mesma cama que os donos.




