
O governador Gladson Cameli sugeriu, nesta sexta-feira, 5, a compra conjunta de vacinas contra Covid-19 pelo consórcio formado entre os nove estados da Amazônia brasileira. Para o gestor, a medida se faz necessária diante do aumento exponencial no número de pessoas infectadas e óbitos em decorrência da doença.
A defesa do gestor se deu durante a primeira Assembleia Geral de Governadores do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal em 2021. A reunião, realizada por meio de videoconferência, contou com a participação da maioria dos governadores e representantes dos estados.
Cameli citou ainda a crise atravessada pelo Acre. Além do combate à pandemia do coronavírus, o estado vive um surto de dengue, contabiliza os prejuízos materiais causados pela maior enchente dos últimos seis anos, em que cerca de 130 mil pessoas foram afetadas, e lida com uma crise migratória em Assis Brasil, na fronteira com o Peru.
“Não queremos ser melhores que ninguém, mas a difícil situação que o Acre passa precisa de uma atenção especial das autoridades. Estou empenhado em salvar vidas, assim como os demais governadores da Amazônia, e, por isso, vou seguir trabalhando em prol do nosso povo até que todos sejam imunizados”, frisou.
Presidente do consórcio, o governador do Maranhão, Flávio Dino, foi solidário com o Acre e concordou com o posicionamento de Gladson Cameli. Segundo ele, tratativas para a compra da vacina pelos estados amazônicos estão em andamento.
“Temos feito seguidas reuniões com os principais laboratórios para a possível aquisição de vacinas. Principalmente, a Sputnik V, em negociação direta com os fabricantes russos, além da tentativa com a União Química e com a Sinopharm, da China”, explicou.
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