ACRE

Emissão de CNHs no Acre cresce quase 60% em 2026 e estado dispara no ranking nacional

Acre registra a segunda maior alta do país na emissão de CNHs enquanto novas regras prometem reduzir custos e facilitar o acesso à habilitação.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

emissão de CNHs no Acre cresce quase 60% em 2026, colocando o estado entre os maiores destaques do país na emissão da Carteira Nacional de Habilitação. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que, entre janeiro e julho, foram emitidas 10.875 habilitações, número que já supera com folga todo o volume registrado em 2025.

O crescimento de 59,2% coloca o Acre na segunda posição do ranking nacional, atrás apenas da Paraíba. No ano passado, o estado havia emitido 6.831 carteiras de motorista. Em apenas sete meses de 2026, esse número aumentou em mais de quatro mil documentos.

O avanço acompanha uma tendência nacional. Em todo o Brasil, mais de 1,7 milhão de CNHs foram emitidas entre janeiro e julho deste ano, representando alta de 15,4% em comparação com o mesmo período de 2025. Ao todo, 23 estados registraram crescimento na emissão do documento.

Novas regras podem facilitar o acesso à CNH

Além do aumento na procura, o processo para conquistar a primeira habilitação passou por mudanças importantes. A Senatran publicou o novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, criando um padrão nacional para as provas práticas.

Entre as principais alterações está o fim da obrigatoriedade de matrícula em autoescola para realizar os exames. O candidato continua precisando ser aprovado nas provas teórica e prática, além de cumprir exigências como exame médico e identificação biométrica, mas agora poderá escolher diferentes formas de preparação.

Outra novidade é que o conteúdo do curso teórico passou a ser disponibilizado gratuitamente pela internet por meio do Ministério dos Transportes. Quem desejar também poderá continuar estudando em centros de formação de condutores credenciados.

Menos aulas práticas e possibilidade de usar veículo próprio

As mudanças também reduzem a carga mínima obrigatória de aulas práticas, que passa de 20 para apenas duas horas.

Além das autoescolas, instrutores autônomos credenciados pelos Detrans poderão oferecer treinamento, desde que cumpram as regras de fiscalização estabelecidas pelos órgãos estaduais.

Outra inovação permite que o candidato utilize veículo próprio durante a preparação para os exames, ampliando as opções de aprendizado.

Governo aposta na redução dos custos

Segundo o governo federal, as mudanças buscam reduzir a burocracia e ampliar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação.

Em alguns estados, a expectativa é de redução de até 80% no custo para obtenção da CNH, processo que atualmente pode ultrapassar R$ 5 mil.

Outra novidade é a digitalização do atendimento. O pedido da primeira habilitação poderá ser iniciado tanto pela Carteira Digital de Trânsito (CDT) quanto pelo portal oficial do Ministério dos Transportes, tornando o procedimento mais ágil para os candidatos.