Um estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontou que o número de famílias endividadas no Acre registrou uma leve queda em dezembro de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. O índice caiu de 78,5% para 77,3%.
Apesar das quedas registradas, o Acre continua com um percentual de famílias endividadas acima da média nacional. Enquanto no estado o índice ficou em 77,3%, a média nacional variou de 77,6% para 76,7% no mesmo intervalo.
O assessor técnico da Fecomércio-AC, Egídio Garó, atribuiu a queda no endividamento ao aumento da taxa básica de juros, que dificultou o acesso ao crédito, e à cautela com despesas típicas de início de ano, como matrículas escolares, material didático e impostos.
“Há uma tendência de que, a partir de março, o número de famílias endividadas volte a crescer, incluindo aquelas com dívidas em atraso e as que afirmam não terem condições de quitá-las”, explicou Garó.
Impacto dos sites de apostas
O estudo também destacou os efeitos do aumento dos gastos em sites de apostas, como bets e cassinos online, no endividamento das famílias. Segundo a CNC, essas atividades geraram perdas de até R$ 1,3 bilhão para a economia do Acre em 2024.
No Brasil, os gastos com apostas e jogos de azar atingiram R$ 240 bilhões no ano passado, deixando 1,8 milhão de pessoas inadimplentes. As famílias de menor renda foram as mais afetadas, com a maior parte da inadimplência relacionada ao uso de cartões de crédito.
“A ligação entre a epidemia de apostas online e o aumento da inadimplência é significativa, pois muitas pessoas acabam comprometendo uma parte considerável de sua renda em jogos de azar”, concluiu o estudo da CNC.





