O escândalo envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador, o empresário Daniel Vorcaro, ganhou novos desdobramentos com a divulgação de mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Enquanto as investigações revelam uma teia de relações entre o empresário e figuras do alto escalão político em Brasília, surge a dúvida: qual é a relação do Caso Master com o estado do Acre?
A principal ligação documental e operacional com o estado está no mercado de crédito consignado e em processos judiciais que tramitam no Poder Judiciário acreano.
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A principal conexão: A presença do Avancard (operado pela Prover Promoção de Vendas) e do Banco Master (antigo Banco Máxima) no mercado de empréstimos consignados no Acre.
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Cobrança na ALEAC: O deputado estadual Edvaldo Magalhães cobrou esclarecimentos sobre tentativas de aproximação do banco com órgãos estaduais.
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Acreprevidência: O parlamentar citou tentativas de negociação com o instituto de previdência, mas não há comprovação pública de investimentos ou contratos irregulares firmados.
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Ação na Justiça: O Banco Master/Máxima e a Prover/Avancard figuram em processos nas varas cíveis de Rio Branco com determinações de suspensão após a liquidação do banco.
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Investigados locais: Até o momento, não há indicação de políticos ou empresários acreanos entre os alvos principais da Operação Compliance Zero.
A chegada do Avancard ao mercado de consignados no Acre
O Avancard passou a atuar no Acre anos antes do Banco Master se tornar o centro das atenções das autoridades federais. A marca operava na modalidade de crédito consignado — em que os pagamentos são descontados diretamente da folha de pagamento de servidores e beneficiários.
A operação do produto estava ligada à empresa Prover Promoção de Vendas Instituição de Pagamento Ltda. e ao próprio Banco Master (que anteriormente utilizava a razão social de Banco Máxima).
Questionamentos na ALEAC e o Acreprevidência
Em maio deste ano, o tema ganhou repercussão no meio político estadual. O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (ALEAC) para relembrar a atuação do Avancard e questionar tentativas de aproximação do Banco Master com instituições do poder público estadual, incluindo a própria ALEAC e o Acreprevidência.
Segundo as declarações do parlamentar, as negociações do banco com o instituto responsável pela previdência dos servidores estaduais não avançaram.
Vale destacar que a legislação estadual exige que qualquer aplicação dos recursos do Acreprevidência siga rigorosamente uma política de investimentos aprovada pelo seu Conselho Deliberativo, avaliando níveis de risco, rentabilidade e liquidez. Dessa forma, uma eventual aplicação exigiria documentação técnica oficial que até o momento não foi demonstrada.
Processos na Justiça acreana e o cenário nacional
A herança da atuação do grupo no Acre permanece no Judiciário local. Em decisões recentes proferidas em agosto de 2026 pelas varas cíveis de Rio Branco, a Justiça do Acre analisou processos contra o Banco Máxima/Master e a Prover/Avancard.
Devido à liquidação extrajudicial do Banco Master, a Justiça determinou a suspensão das ações em relação à instituição financeira, intimando a empresa parceira a cumprir obrigações processuais.
Em Brasília, as investigações da Polícia Federal sobre o celular de Daniel Vorcaro revelaram contatos com autoridades, mensagens sobre financiamento de voos e contratos milionários de prestação de serviços. No Acre, no entanto, a presença do caso restringe-se às operações comerciais do consignado e aos litígios com consumidores.




