A média de público no Campeonato Brasileiro deste ano apresentou crescimento significativo após a obrigatoriedade do sistema de reconhecimento facial nos estádios das equipes da Série A, conforme estabelecido pela Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023). O índice subiu de 24.570 para 27.066 torcedores por partida, considerando as dez rodadas desde a implantação geral da tecnologia em arenas com capacidade superior a 20 mil pessoas, iniciada na rodada 12, em 12 de junho. O levantamento foi realizado com base nos borderôs publicados pelos clubes no site da CBF.
Exemplos que comprovam o efeito
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Segurança e conforto: a dupla do futuro
Marcelo Teixeira, presidente do Santos, destacou os benefícios da tecnologia: “O reconhecimento facial é um avanço fundamental no combate à atuação de cambistas e na garantia de mais conforto e segurança para os nossos torcedores e sócios. Já notamos uma melhora significativa neste aspecto em 2025, e também uma economia relevante ao reduzirmos fraudes nos acessos ao estádio.”
A tecnologia também colaborou com a segurança, permitindo que a Polícia Militar de São Paulo prendesse oito homens procurados pela Justiça na Neo Química Arena e que a Arena Castelão bloqueasse pelo menos 500 tentativas de torcedores do Colo-Colo de acessar irregularmente a partida pela Libertadores.
Eficiência que transforma estádios
Especialistas reforçam a eficácia do sistema. Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply, empresa responsável pela implantação em diversos estádios, explica: “O ingresso físico ou digital passou a ser o rosto da pessoa, por meio de um único CPF. Ou seja, o reconhecimento é imediato, automático, e muitas arenas já possuem parcerias com órgãos de segurança pública integrados nacionalmente, o que traz, em fração de segundos, quem está dentro do estádio.”
Victor Grunberg, vice-presidente do Internacional, acrescenta: “É uma forma eficaz de controle de segurança, porque é possível identificar todas as pessoas que estão ali e evitar que esteja num evento privado, que é o futebol, pessoas que têm um conflito com a lei e que potencialmente podem causar problemas dentro do estádio.”
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