Saudades de quando Flávio Bolsonaro ensaiava, meio sem jeito, dancinhas despojadas de graça e se apresentava como a versão moderada do pai — aquela tão desejada pelo Brasil, segundo ele. Agora, Flávio desfila pelos palcos do país como uma cópia quase perfeita do pai, condenado a 23 anos e sete meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. É uma cópia quase perfeita porque o pai tem carisma e ele não, além de o pai ser muito mais inteligente do que o filho.
O escândalo do Banco Master começou a derrubar a farsa do Flávio bonzinho, educado e conciliador. Uma vez que fracassou na tarefa de atrair o apoio de outros partidos ao seu nome, restou-lhe se conformar com o que de fato é: aliado de milicianos, adepto de práticas heterodoxas no manuseio do dinheiro público, capaz de prestar vassalagem a presidentes estrangeiros e de negociar os interesses nacionais, se preciso for, para se eleger.
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do Metrópoles
Por fim, derrotar o bolsonarismo pela segunda vez consecutiva não o sepultará para sempre, mas daqui a quatro anos ele estará mais fraco. Pensem nisso na hora de votar.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ricardo Noblat.




