POLICIAL

Estudante matou idoso após ele não se ajoelhar para pedir perdão, diz MP

Idoso de 68 anos morreu dentro da própria casa após carro invadir o imóvel durante uma discussão, segundo a denúncia.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

Uma estudante de medicina foi denunciada pelo Ministério Público de Rondônia pela morte de Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho. Segundo a acusação, o estudante matou idoso após não se ajoelhar para pedir perdão durante uma discussão que terminou com um carro invadindo a residência da vítima.

O caso aconteceu em 1º de julho, no Centro da capital de Rondônia. A denúncia foi aceita pela Justiça, e a acusada responde por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Segundo o Ministério Público, a confusão começou depois que a estudante bateu o próprio carro contra o portão do condomínio onde morava. Odair, que era vizinho, teria passado pelo local, observado a situação e dito “vixe”.

A reação teria provocado uma discussão. Conforme a denúncia, a estudante foi até a casa do idoso, tocou repetidamente a campainha, proferiu xingamentos e arremessou garrafas de vidro contra o imóvel. Antes de deixar o local, teria dito aos moradores que voltaria.

Estudante teria exigido que família se ajoelhasse

Ainda segundo o MP, a mulher retornou posteriormente dirigindo o carro e exigiu que Odair e seus familiares se ajoelhassem na calçada para pedir perdão.

Os parentes teriam tentado se desculpar com o objetivo de encerrar a discussão. Odair, porém, afirmou que não conseguia se ajoelhar porque tinha problemas físicos nos joelhos.

A denúncia aponta que, depois da resposta, a estudante entrou no veículo, deu marcha à ré para ganhar distância e avançou contra a residência.

O carro derrubou o portão, invadiu o imóvel e atingiu o idoso, que ficou prensado contra a parede de um banheiro localizado na área externa da casa. Odair morreu no local.

Estudante foi presa após o crime

Após o ocorrido, a motorista deixou a região, mas acabou presa em flagrante pela Polícia Militar horas depois. Conforme as informações do processo, ela permanece presa enquanto aguarda o andamento da ação penal.

Para o Ministério Público, a conduta atribuída à estudante teria sido totalmente desproporcional diante da situação que deu início à discussão.

O MP também considerou como agravante o fato de a vítima ter mais de 60 anos.

Defesa aguarda laudo sobre condição psíquica

A defesa da estudante manifestou solidariedade aos familiares e demais pessoas envolvidas no caso. Os advogados informaram que a acusada passou por exames periciais.

A defesa aguarda o laudo que deverá avaliar a condição psíquica e a capacidade mental da estudante no momento dos fatos. O resultado deverá auxiliar os advogados na definição das próximas medidas no processo.

A estudante ainda não foi julgada. A responsabilidade criminal e as circunstâncias definitivas do caso serão analisadas pela Justiça.