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Estudante matou idoso após ele não se ajoelhar para pedir perdão, diz MP

Uma estudante de medicina foi denunciada pelo Ministério Público de Rondônia pela morte de Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho. Segundo a acusação, o estudante matou idoso após não se ajoelhar para pedir perdão durante uma discussão que terminou com um carro invadindo a residência da vítima.

O caso aconteceu em 1º de julho, no Centro da capital de Rondônia. A denúncia foi aceita pela Justiça, e a acusada responde por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Segundo o Ministério Público, a confusão começou depois que a estudante bateu o próprio carro contra o portão do condomínio onde morava. Odair, que era vizinho, teria passado pelo local, observado a situação e dito “vixe”.

A reação teria provocado uma discussão. Conforme a denúncia, a estudante foi até a casa do idoso, tocou repetidamente a campainha, proferiu xingamentos e arremessou garrafas de vidro contra o imóvel. Antes de deixar o local, teria dito aos moradores que voltaria.

Estudante teria exigido que família se ajoelhasse

Ainda segundo o MP, a mulher retornou posteriormente dirigindo o carro e exigiu que Odair e seus familiares se ajoelhassem na calçada para pedir perdão.

Os parentes teriam tentado se desculpar com o objetivo de encerrar a discussão. Odair, porém, afirmou que não conseguia se ajoelhar porque tinha problemas físicos nos joelhos.

A denúncia aponta que, depois da resposta, a estudante entrou no veículo, deu marcha à ré para ganhar distância e avançou contra a residência.

O carro derrubou o portão, invadiu o imóvel e atingiu o idoso, que ficou prensado contra a parede de um banheiro localizado na área externa da casa. Odair morreu no local.

Estudante foi presa após o crime

Após o ocorrido, a motorista deixou a região, mas acabou presa em flagrante pela Polícia Militar horas depois. Conforme as informações do processo, ela permanece presa enquanto aguarda o andamento da ação penal.

Para o Ministério Público, a conduta atribuída à estudante teria sido totalmente desproporcional diante da situação que deu início à discussão.

O MP também considerou como agravante o fato de a vítima ter mais de 60 anos.

Defesa aguarda laudo sobre condição psíquica

A defesa da estudante manifestou solidariedade aos familiares e demais pessoas envolvidas no caso. Os advogados informaram que a acusada passou por exames periciais.

A defesa aguarda o laudo que deverá avaliar a condição psíquica e a capacidade mental da estudante no momento dos fatos. O resultado deverá auxiliar os advogados na definição das próximas medidas no processo.

A estudante ainda não foi julgada. A responsabilidade criminal e as circunstâncias definitivas do caso serão analisadas pela Justiça.

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