Estudantes brasileiros usam IA mais que a média de outros países, aponta estudo
Brasil também continua com resultados baixos em matemática, leitura e ciências e tem 43,8% dos estudantes abaixo do nível mínimo nas três áreas
O índice brasileiro supera em dois pontos percentuais a média registrada entre os países da OCDE, de 46%. O levantamento também mostra que a principal utilização dessas ferramentas no Brasil está relacionada à busca inicial de informações sobre assuntos ainda desconhecidos pelos estudantes. Nesse tipo de atividade, 40% dos brasileiros afirmaram recorrer à IA para fazer pesquisas preliminares e compreender novos temas. Entre os países da OCDE, a proporção é menor, de 31%.
Veja as fotos
Estudantes brasileiros continuam com baixo desempenho nos estudos, segundo o Pisa 2025Reprodução: Pexels Estudantes brasileiros usam ferramentas de IA consideravelmente, segundo o Pisa 2025Reprodução: Pexels Estudantes brasileiros continuam com baixo desempenho nos estudos, segundo o Pisa 2025Divulgação: Governo da Bahia Estudantes brasileiros usando IA na sala de aulaFoto: Arquivo pessoal/Porvir Sede do Ministério da Educação (MEC)Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Política
Ao sancionar sistema que integra políticas de ensino e Brasil, Lula institui “SUS da Educação”
Notícias
Candidato do Revalida relata prejuízo após anulação diferente de questões iguais às do Enamed
Notícias
Educação bilíngue ganha força no Brasil e impulsiona expansão da escola Maple Bear
Política
Lula é homenageado em Moçambique com título honorífico e destaca a educação em discurso
Para resumir textos que precisam ser lidos, 31% dos estudantes brasileiros disseram utilizar chatbots, enquanto a média da OCDE é de 30%. Quando a finalidade é produzir uma primeira versão de trabalhos escritos, o Brasil fica abaixo dos demais países da organização. Cerca de 27% dos alunos brasileiros afirmaram usar IA para preparar rascunhos, diante de 29% na média da OCDE.
O grupo que praticamente não utiliza esse tipo de tecnologia é minoritário. Apenas 11% dos estudantes brasileiros responderam que nunca ou quase nunca recorrem a chatbots nas atividades analisadas pelo Pisa. Entre os países da OCDE, são 14%.
O Pisa 2025 mostrou também que o Brasil continua distante das médias internacionais de aprendizagem. Nas três áreas tradicionais avaliadas pela pesquisa, as notas brasileiras ficaram abaixo dos resultados médios da OCDE. Em matemática, o país obteve 377 pontos, contra 463 da organização. Em leitura, foram 408 pontos, diante de uma média de 463. Já em ciências, o Brasil alcançou 409 pontos, enquanto a OCDE registrou 482.
Apesar da distância em relação aos países de melhor desempenho, os resultados brasileiros permaneceram estatisticamente estáveis na comparação com 2022. Na edição anterior, o país havia alcançado 379 pontos em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências.
A posição brasileira nos rankings continua entre as mais baixas. O país apareceu em 71º lugar em matemática, 67º em ciências e 52º em leitura entre as nações e economias com resultados disponíveis em cada disciplina.
Singapura e o conjunto formado pelas regiões chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang apareceram entre os melhores resultados gerais da avaliação. Também se destacaram países e economias como Japão, Coreia do Sul, Estônia, Macau, Taipé Chinês e Reino Unido.
Realizado a cada três anos, o Pisa acompanha o desempenho de adolescentes em diferentes sistemas educacionais e permite comparações entre países. Na edição de 2025, mais de 760 mil estudantes participaram do levantamento em 91 países. No Brasil, 30.140 estudantes fizeram a avaliação.
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.
Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.
<!– Comentários –>
Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Heloísa Cipriano.




