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Estudantes brasileiros usam IA mais que a média de outros países, aponta estudo

Estudantes brasileiros usam IA mais que a média de outros países, aponta estudo

Estudantes brasileiros usam IA mais que a média de outros países, aponta estudo

Brasil também continua com resultados baixos em matemática, leitura e ciências e tem 43,8% dos estudantes abaixo do nível mínimo nas três áreas

Estudantes brasileiros continuam com baixo desempenho nos estudos, segundo o Pisa 2025 (Reprodução: Pexels)

O uso de Inteligência Artificial (IA) já faz parte da rotina de estudos de uma parcela expressiva dos adolescentes brasileiros. Segundo os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2025 (Pisa), divulgados nesta terça-feira (8/9) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 48% dos estudantes do país utilizam chatbots de IA pelo menos uma vez por semana em atividades escolares.

O índice brasileiro supera em dois pontos percentuais a média registrada entre os países da OCDE, de 46%. O levantamento também mostra que a principal utilização dessas ferramentas no Brasil está relacionada à busca inicial de informações sobre assuntos ainda desconhecidos pelos estudantes. Nesse tipo de atividade, 40% dos brasileiros afirmaram recorrer à IA para fazer pesquisas preliminares e compreender novos temas. Entre os países da OCDE, a proporção é menor, de 31%.

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Estudantes brasileiros continuam com baixo desempenho nos estudos, segundo o Pisa 2025Reprodução: Pexels Estudantes brasileiros usam ferramentas de IA consideravelmente, segundo o Pisa 2025Reprodução: Pexels Estudantes brasileiros continuam com baixo desempenho nos estudos, segundo o Pisa 2025Divulgação: Governo da Bahia Estudantes brasileiros usando IA na sala de aulaFoto: Arquivo pessoal/Porvir Sede do Ministério da Educação (MEC)Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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Para resumir textos que precisam ser lidos, 31% dos estudantes brasileiros disseram utilizar chatbots, enquanto a média da OCDE é de 30%. Quando a finalidade é produzir uma primeira versão de trabalhos escritos, o Brasil fica abaixo dos demais países da organização. Cerca de 27% dos alunos brasileiros afirmaram usar IA para preparar rascunhos, diante de 29% na média da OCDE.

O grupo que praticamente não utiliza esse tipo de tecnologia é minoritário. Apenas 11% dos estudantes brasileiros responderam que nunca ou quase nunca recorrem a chatbots nas atividades analisadas pelo Pisa. Entre os países da OCDE, são 14%.

O Pisa 2025 mostrou também que o Brasil continua distante das médias internacionais de aprendizagem. Nas três áreas tradicionais avaliadas pela pesquisa, as notas brasileiras ficaram abaixo dos resultados médios da OCDE. Em matemática, o país obteve 377 pontos, contra 463 da organização. Em leitura, foram 408 pontos, diante de uma média de 463. Já em ciências, o Brasil alcançou 409 pontos, enquanto a OCDE registrou 482.

Apesar da distância em relação aos países de melhor desempenho, os resultados brasileiros permaneceram estatisticamente estáveis na comparação com 2022. Na edição anterior, o país havia alcançado 379 pontos em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências.

A posição brasileira nos rankings continua entre as mais baixas. O país apareceu em 71º lugar em matemática, 67º em ciências e 52º em leitura entre as nações e economias com resultados disponíveis em cada disciplina.

Singapura e o conjunto formado pelas regiões chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang apareceram entre os melhores resultados gerais da avaliação. Também se destacaram países e economias como Japão, Coreia do Sul, Estônia, Macau, Taipé Chinês e Reino Unido.

Realizado a cada três anos, o Pisa acompanha o desempenho de adolescentes em diferentes sistemas educacionais e permite comparações entre países. Na edição de 2025, mais de 760 mil estudantes participaram do levantamento em 91 países. No Brasil, 30.140 estudantes fizeram a avaliação.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Heloísa Cipriano.

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