Com julgamento de processo administrativo pela acusação de importunação sexual marcado para 6 de agosto, o ministro Marco Buzzi reforçou sua defesa. Além dos criminalistas Paulo Emílio Catta Preta e Maria Fernanda Saad Ávila, a advogada criminalista Maíra Fernandes passará a integrar a banca de defesa.
A profissional integrou a equipe de defesa do jogador Neymar Jr. em 2019, quando o atleta foi acusado de estupro pela modelo Najila Trindade, após encontro em Paris. O caso foi arquivado e a modelo acabou sendo acusada por fraude processual, denunciação caluniosa e extorsão. Ela também foi absolvida.
Buzzi responde a um processo administrativo após a acusação de duas mulheres por importunação sexual. Uma sindicância dentro da Corte foi aberta para apurar as denúncias. A PGR defendeu a responsabilização de Buzzi pelos casos, com a aplicação da pena de aposentadoria compulsória.
A manifestação da PGR no processo foi assinada pelo subprocurador-geral da República, José Adônis de Araújo. Não se trata de ação judicial ou processo por importunação sexual. A manifestação é dentro do processo administrativo que apura conduta do ministro.
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da Coluna Manoela Alcântara
Antes de a PGR se manifestar, a comissão colheu depoimentos de 20 pessoas ao todo.
Buzzi está afastado do STJ desde 10 de fevereiro e é investigado após ser acusado de importunação sexual por uma jovem de 18 anos. Depois da primeira denúncia, uma servidora também afirmou ser vítima de crime sexual cometido pelo ministro.
Buzzi também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e de investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No STJ, além dos ministros que atuam na comissão, uma desembargadora federal trabalha no caso.
Acusação de importunação
Em janeiro deste ano, o ministro Marco Buzzi, 68 anos, foi acusado de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos, que passou as férias de janeiro hospedada na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC). O caso foi divulgado pelo Metrópoles, na coluna Grande Angular.
A vítima é filha de um casal de amigos do ministro. Segundo depoimento da vítima, no dia 9 de janeiro, eles se encontravam na praia e, em determinado momento, a jovem foi tomar um banho de mar. Buzzi também estava dentro da água. Segundo relatos da jovem, que entrou em estado de desespero, o ministro, que estaria visivelmente excitado, tentou agarrá-la três vezes. O ministro nega.
A defesa do ministro Marco Buzzi ressaltou que “a instrução processual evidenciará a inocência do magistrado ao fragilizar as acusações unilaterais apresentadas. Reitera, ainda, que o depoimento da suposta vítima necessita ser corroborado por provas consistentes, em respeito ao devido processo legal e à busca da verdade dos fatos”.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manoela Alcântara.





