Ex-atriz mirim processa a Disney por negligência em caso de abuso infantil
Conhecida por produções infantis, a artista afirmou ter sido violentada por um funcionário da empresa e acusou o estúdio de ignorar os sinais do assédio
Os bastidores da The Walt Disney Company viraram alvo de um escândalo judicial e que ganhou uma repercussão enorme. A atriz Raquel Lee Bolleau, conhecida mundialmente por dar voz à personagem Nubia Gross na animação “A Família Radical”, entrou com um processo contra a gigante do entretenimento na última semana.
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Raquel Lee em filme da DisneyCrédito: Reprodução Disney Raquel LeeCrédito: Reprodução Instagram @raquelleebolleau Raquel LeeCrédito: Reprodução Instagram @raquelleebolleau Raquel Lee em filme da DisneyCrédito: Reprodução Disney
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A ex-estrela mirim acusa a empresa de negligência após ter sido vítima de estupro e repetidas agressões sexuais por um funcionário durante as gravações do filme “Ponto Nulo, Razão e Regressão”, em 2001, quando tinha apenas 14 anos. Registrada no Tribunal Superior de Los Angeles (EUA) em 21 de agosto de 2026, a ação aponta que a empresa falhou de forma institucional ao não proteger a então adolescente.
Segundo os documentos, o agressor forneceu álcool e cometeu os abusos no hotel e até no voo de volta para a Califórnia. A petição destaca que o comportamento inadequado do homem era explícito no set, mas nenhum adulto da equipe interveio. Além disso, Raquel afirmou ter sido afastada de seu responsável legal durante boa parte das filmagens.
Atriz detona descaso da Disney após os traumas
Com o desempenho e o estado emocional afetados pelas violências, Raquel acabou sendo rotulada pelos executivos da época como uma adolescente “fora de controle”. Em vez de investigarem a mudança drástica, os representantes da empresa chegaram a fazer comentários cruéis relacionados à sua necessidade de “Jesus” e à existência de um “demônio” nela.
De acordo com informações da revista People, como consequência, a Disney ainda cancelou um projeto futuro que a artista faria com o canal. Vale ressaltar que Raquel já havia firmado um acordo financeiro confidencial com o suposto agressor em 2015.
O novo processo foca inteiramente na omissão e na responsabilidade da Disney de supervisionar e amparar menores de idade. A atriz exige um julgamento por júri e busca reparação por perdas econômicas, danos punitivos e severo sofrimento emocional. Até o momento, a empresa optou pelo silêncio e não comentou as graves alegações.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Henrique Carlos.




