A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre confirmou a decisão de levar o ex-sargento da Polícia Militar, Erisson de Melo Nery, a júri popular no caso em que é acusado de atirar no estudante Flávio Endres Ferreira durante uma briga em um bar de Epitaciolândia, interior do Acre. A informação foi confirmada ao G1 pelo advogado Matheus Moura, que representa Nery. Moura também informou que recorrerá ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de buscar reverter a decisão do júri popular, a defesa solicitou um exame de insanidade, a absolvição sumária alegando legítima defesa e a exclusão de qualificadoras, todos os pedidos foram negados.
Quanto ao incidente de tentativa de homicídio, o ex-militar foi preso em novembro de 2021 por atirar em Flávio Endres Ferreira durante uma briga em um bar de Epitaciolândia, Acre. Ele é acusado de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e lesão corporal grave.
O estudante foi atingido por pelo menos quatro tiros e sofreu sequelas em uma das mãos. Após passar por cirurgia abdominal e nove dias de internação no pronto-socorro de Rio Branco, recebeu alta em 7 de dezembro de 2021.
Erisson de Melo Nery também enfrenta acusações pela morte de um adolescente de 13 anos em 2017. Em fevereiro do ano atual, a Polícia Militar decidiu expulsá-lo da corporação por entender que feriu o código de conduta ao atirar no estudante. Ambos os processos contra Nery ainda aguardam julgamento. Em julho do ano passado, a Vara Única Criminal da Comarca de Epitaciolândia realizou uma audiência de instrução e julgamento do ex-sargento após receber a denúncia.





