A ex-secretária municipal de Saúde de Macapá (AP) Erica Aranha de Sousa Aymoré, afastada do cargo por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi oficializada como candidata a deputada federal pelo Podemos no Amapá. Na eleição de outubro, ela disputará o cargo com o nome de urna Dra. Erica e o número 2000.
A candidatura consta na ata da convenção estadual do partido, protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessa segunda-feira (20/7).
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Erica foi afastada em março de 2026, durante a Operação Paroxismo, da Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de fraudes em contratos para a construção do Hospital Geral de Macapá.
A investigação trata de possíveis crimes contra a administração pública, crimes licitatórios e lavagem de dinheiro envolvendo recursos de emendas parlamentares destinados ao município.
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da Coluna Grande Angular
Na decisão, Dino registrou que a então secretária de Saúde era a signatária do contrato firmado com a Santa Rita Engenharia Ltda., responsável pela construção do hospital.
O ministro também reproduziu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) segundo a qual Erica havia sido “inicialmente cogitada, pela Polícia Federal, como possível liderança da organização criminosa”.
Dino argumentou que a permanência da então secretária no cargo lhe garantiria acesso a documentos, sistemas e bases de dados relevantes para a investigação, criando ambiente propício à “supressão, manipulação ou ocultação de elementos probatórios”, além da possibilidade de reiteração das condutas investigadas.
Em maio de 2026, Flávio Dino prorrogou até o desaparecimento dos riscos cautelares o afastamento do vice-prefeito Mario Rocha de Matos Neto, da ex-secretária municipal de Saúde Erica Aranha de Sousa Aymoré e do então presidente da Comissão Especial de Licitação, Walmiglisson Ribeiro da Silva.
Entenda o caso
A Operação Paroxismo investiga suspeitas de irregularidades na licitação e na execução do contrato para a construção do Hospital Geral de Macapá, obra financiada com recursos federais provenientes de emendas parlamentares.
Segundo a decisão de Dino, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que o município recebeu R$ 128,9 milhões em transferências especiais entre 2020 e 2024 e apontou indícios de irregularidades em procedimentos licitatórios e na execução de contratos relacionados a esses recursos.
Em março, Dino determinou o afastamento cautelar do então prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), do vice-prefeito Mario Rocha de Matos Neto, da então secretária municipal de Saúde Erica Aranha de Sousa Aymoré e do presidente da Comissão Especial de Licitação, Walmiglisson Ribeiro da Silva.
Diante da consolidação da renúncia de Furlan, em maio o ministro prorrogou o afastamento do vice-prefeito, da ex-secretária de Saúde e do presidente da Comissão Especial de Licitação.
A decisão também manteve a proibição de que os investigados ingressem em prédios da Prefeitura de Macapá e acessem sistemas e bases de dados da administração municipal enquanto perdurarem as medidas cautelares.
Casal Furlan
A eleição de outubro também terá o casal Furlan entre os candidatos. Após renunciar à Prefeitura de Macapá, Dr. Furlan (PSD) oficializou a pré-candidatura ao Governo do Amapá e deve enfrentar o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil).
A mesma ata da convenção estadual do Podemos protocolada no TSE que oficializou Erica Aranha de Sousa Aymoré como candidata a deputada federal também homologou a ex-primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan, como pré-candidata ao Senado pela legenda.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Felipe Salgado.





