O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), destacou o silêncio do governo do estado em relação à Operação Ptolomeu na mensagem do governador Gladson Cameli (PP).
“Sublinho a ausência completa de qualquer referência aos últimos acontecimentos. Há uma nuvem carregada pairando sobre o estado. A Operação Ptolomeu fez a crise subir as escadarias do Palácio e sentar-se na cadeira do governador. Se alojou no coração do governo. Trouxe o governo para o centro de uma crise, algo inédito na gestão pública. Causou um ambiente de desconforto jurídico e político para o governador, talvez isso explique a ausência dele na sessão”, disse Edvaldo referindo-se à falta de explicações plausíveis de Gladson Cameli em relação às acusações que pesam contra ele e que motivaram a autorização do STJ para buscas na residência do governador e de familiares dele, além do Palácio do Governo e na Casa Civil.
A reunião entre os dois presidentes em Porto Velho, para a assinatura de um acordo bilateral para a exportação de carnes, acontecerá nesta quinta-feira (03). A assessoria de Gladson não informou se ele participará.
“Ontem o ministro da Saúde com uma agenda mal construída deslocada do governo. O presidente Jair Bolsonaro parece evitar os encontros assim como os ministros. A crise existe e apesar de não mencionada não deixa de existir. Comento isso sem pré-julgamentos mas como cobrança de esclarecimentos. Estaremos vigilantes”, disse Edvaldo.
O parlamentar também comentou a renovação das promessas contidas nas mensagem governamental.
“A mensagem governamental veio cheia de anúncios de possibilidades para o último ano de governo. Promessas que está a dever desde o primeiro ano de governo. E aqui quero destacar um artigo do professor Orlando sabino que mostra que nos últimos três anos foi registrado o menor índice de investimento público no Acre, apesar de haver recursos. Também não vimos uma palavra sobre as 5 operações de crédito aprovadas na Aleac e que apesar da autorização não foi contratado um único real”.
Edvaldo também chamou a atenção para os cadastros de reserva: “o concurso da PM se encerra nos próximos 18 dias e o pessoal do cadastro de reserva não foi chamado”.
O governador não compareceu à sessão, em seu lugar enviou Allyson Bestene para representá-lo. A mensagem governamental é praxe.
Foto- Folha do Acre





