Explosões foram ouvidas em Kiev, capital da Ucrânia, na noite desta segunda-feira (7), após a retomada dos ataques russos contra a cidade. Autoridades ucranianas relataram danos em prédios residenciais de dois distritos e informaram que mísseis balísticos foram lançados em direção à capital.
O ataque ocorreu um dia após a visita dos enviados especiais dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner, que estiveram em Kiev no domingo (6) para discutir possibilidades de avanço nas negociações para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Ataques voltam após pausa de três dias
A Rússia havia anunciado uma pausa de três dias nos ataques contra Kiev durante a passagem dos representantes norte-americanos pela região. A interrupção coincidiu com os esforços diplomáticos conduzidos pelo governo de Donald Trump para tentar reabrir as negociações de paz.
Segundo autoridades locais, os moradores foram orientados a permanecer em abrigos até o fim do alerta aéreo. Um repórter da CNN relatou ter ouvido uma explosão por volta das 3h30 no horário local, equivalente a 21h30 de segunda-feira no horário de Brasília.
Enviados dos EUA estiveram com Zelensky
Witkoff e Kushner se reuniram com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky durante a visita a Kiev. O encontro ocorreu depois de os dois representantes norte-americanos terem conversado com o presidente russo Vladimir Putin, em Moscou.
As reuniões fazem parte de uma nova tentativa dos Estados Unidos de aproximar Rússia e Ucrânia e criar condições para a retomada das negociações de paz. Apesar das conversas, não houve anúncio de um avanço concreto para o fim do conflito.
Kremlin não descarta novas negociações
Também nesta segunda-feira, o Kremlin afirmou que não descarta a retomada das negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, embora tenha considerado prematuro definir quando ou onde novas conversas poderiam ocorrer.
A situação permanece tensa, com ataques e contra-ataques ocorrendo enquanto os esforços diplomáticos continuam. As autoridades ucranianas também têm pressionado por maior apoio em defesa aérea e preparação para os próximos meses de inverno.




