
Nos últimos dias, Sena Madureira voltou a ser palco de uma realidade preocupante que vem crescendo silenciosamente: a propagação de fake news. A situação ganhou mais um capítulo com o registro de queixa feito pelo prefeito Gerlen Diniz na delegacia contra conteúdos ofensivos e falsas informações que, segundo ele, vêm sendo disseminadas em blogs e grupos de notícias locais sem qualquer responsabilidade jornalística.
A população precisa estar atenta. Ao receber uma notícia — especialmente quando ela envolve acusações, denúncias ou fatos graves — é fundamental perguntar:
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Quem está publicando essa informação?
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Esse site ou blog tem CNPJ? Tem sede física?
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O responsável tem formação em jornalismo? Está registrado em algum órgão de classe?
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Há fontes verificáveis ou é apenas “diz que me disse”?
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A matéria tem autoria clara e identificável?
A credibilidade da notícia está diretamente ligada à credibilidade de quem a publica. Não se trata de censurar ou impedir a liberdade de expressão, mas de exigir responsabilidade de quem se propõe a informar. O jornalismo verdadeiro é baseado em critérios técnicos, verificação de dados, checagem de fatos e, acima de tudo, respeito às pessoas envolvidas e ao público leitor.
Sena Madureira não pode ser vítima da desinformação. Precisamos, como sociedade, valorizar os veículos sérios, comprometidos com a verdade, com profissionais capacitados e que atuam com ética. Ao mesmo tempo, é papel de todos nós denunciar práticas irresponsáveis, não compartilhar conteúdos suspeitos e ajudar a combater as fake news com informação de qualidade.
O caso envolvendo o prefeito pode ser apenas um entre tantos outros que, diariamente, causam danos irreparáveis à honra, à imagem e à vida de cidadãos. E amanhã, a próxima vítima pode ser qualquer um de nós.
Portanto, antes de acreditar, de comentar ou de compartilhar, pare e pense: de onde vem essa informação? A verdade pode custar caro, mas a mentira custa muito mais.
Por Dirley Oliveira (Sorriso Show)
Jornalista (DRT 0000530/AC)
Editor Chefe




