Integrantes da família Ometto, um dos grupos familiares mais tradicionais do agronegócio e do setor sucroenergético, são os principais doadores pessoas físicas da campanha de Ricardo Salles (Novo) ao Senado por São Paulo. Somados, os aportes feitos por membros do clã ao longo de três eleições chegam a R$ 400 mil, sendo R$ 200 mil apenas na atual disputa.
Neste ano, acima dos Ometto está apenas a direção nacional do Novo, que destinou R$ 1,35 milhão à campanha de Salles. Na sequência aparecem os primos César e Cristiana Krug Ometto, com R$ 100 mil cada, segundo os dados da Justiça Eleitoral disponíveis até a publicação desta reportagem. Juntos, os dois respondem por mais da metade dos R$ 377,5 mil recebidos por Salles de pessoas físicas nesta eleição.
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César e Cristiana atuam no setor sucroenergético e são sócios da Usina Santa Lúcia, na região de Araras, no interior de São Paulo. Os dois são integrantes do mesmo grupo familiar de Rubens Ometto Silveira Mello, um dos principais empresários do setor sucroenergético brasileiro.
Rubens, que preside o conselho de administração da Cosan, também contribuiu para uma campanha de Salles. Em 2022, quando o atual candidato ao Senado disputava uma vaga na Câmara dos Deputados, o empresário doou R$ 50 mil ao então candidato pelo PL. O valor consta da prestação de contas eleitoral.
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Outro doador do clã é Marcelo Campos Ometto, que em 2022 deu R$ 100 mil para Salles. Anteriormente, em 2018, já havia concedido R$ 25 mil para a campanha. Marcelo é presidente do conselho de administração da São Martinho, companhia que atua na fabricação de açúcar, etanol e energia elétrica.
Também em 2018, João Guilherme Ometto depositou R$ 25 mil para Salles. O executivo é membro e vice-presidente do conselho de administração da São Martinho. Também é vice-presidente Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na regional de Ribeirão Preto.
Salles foi ministro do Meio Ambiente no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e não escondia o apreço pelo setor sucroenergético. Procurado pelo Metrópoles, o candidato ao Senado comentou as doações eleitorais da família Ometto: “Tenho orgulho de ser apoiado por gente séria, que trabalha e produz”, afirmou.
Outros doadores de Salles
A família Vicintin, ligada aos setores de mineração, metalurgia e siderurgia, também aparece entre os principais doadores pessoas físicas da campanha de Ricardo Salles ao Senado. Ana Helena de Moraes Vicintin destinou R$ 75 mil à campanha. Ela é ligada à família Ermírio de Moraes e atua no conselho de família da Votorantim.
Rafael de Moraes Vicintin também destinou R$ 75 mil para a campanha de Salles deste ano. Ele é um empresário ligado ao grupo familiar que comanda a Votorantim. Por fim, Arthur Vicintin Neto, que doou R$ 50 mil. Ele aparece como sócio-administrador de empresas como a Horizontes Incorporações e Participações Ltda. e a Tuna Empreendimentos e Participações Ltda.
Fora dos grupos familiares, a lista de pessoas físicas que financiaram a campanha inclui Fernando de Castro Marques, presidente da farmacêutica União Química, que doou R$ 100 mil. Marcos Ribeiro Simon, investidor, colecionador de arte e integrante do bloco de acionistas da Construtora Adolpho Lindenberg S.A., contribuiu com R$ 50 mil.
O setor imobiliário e financeiro também aderiu à campanha de Salles ao Senado por meio de André Kissajikian, presidente da incorporadora AK Realty e acionista do Banco Induscred, responsável pelo aporte de R$ 30 mil. Já o empresário e produtor rural Edson Cid Gianini, que também tem histórico de atuação no setor de distribuição química, fez um aporte de R$ 2,5 mil.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Rebeca Ligabue.




