
Os índices de feminicídio no Acre não param de crescer e o Acre. O estado continua, proporcionalmente, sendo o local mais perigoso para as mulheres. Em três anos o número de assassinatos contra a mulher cresceu 30%. Em uma semana foram três mulheres mortas pelos ex-companheiros.
O movimento feminista aponta várias causas para tanta violência. Segundo Lidiane Cabral, não há uma politica de Estado para que a sociedade possa combater o machismo, que cria a posse do homem sobre a mulher.
“Falta dar mais segurança para a mulher denunciar, e, mesmo quando denuncia, as medidas protetivas são falhas e levam muitas mulheres a perder a vida”, denunciou.
Uma pesquisa do Ministério Público aponta que 59% dos autores dos feminicídios eram companheiros ou ex das vítimas. Os crimes foram motivados em 30% dos casos por ciúmes; outros 22% por motivo torpe ou fútil, e 11% por dificuldade de os agressores em aceitar a separação.
A arma mais utilizada pelos agressores para matar as mulheres é a faca e o horário de maior ocorrência é entre a noite e a madrugada.
Na delegacia da mulher chegam em média 2 denúncias por dia de agressão as mulheres e são expedidas até 50 medidas protetivas por mês.
Segundo o delegado Roberth Alencar, a medida tem conseguido evitar uma violência continuada para a maioria das denunciantes. “Quando o homem percebe que a mulher vai denunciá-lo e levar o caso à frente, ele evita procurar a vítima”, garantiu.
O movimento feminista critica as medidas protetivas, principalmente no interior do Estado onde as forças policiais e o próprio Ministério público não apoiam a mulher quando ela busca a delegacia e as medidas restritivas aos homens são falhas.



