
Ângela Mendes, filha do ambientalista acreano Chico Mendes, assassinado em 1988, fez um pronunciamento emocionado nesta quinta-feira (16), sobre o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, também defensores da Amazônia.
“Eu senti a mesma dor há 30 anos e continuo sentindo, é um dor que não passa, mas nos impulsiona a ir em frente e lutar mais. A cada ambientalista morto, milhares se levantam e é por isso que a gente continua aqui, pois a gente sabe que não está só”, finaliza Ângela.
Assista:
Sobre a morte de Dom e Bruno
Na segunda-feira (6), o desaparecimento de Bruno Pereira e Dom Phillips foi comunicado pela União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), na região do município de Atalaia do Norte, no Amazonas. De acordo com informações da Univaja, os dois chegaram no Lago do Jaburu no dia 3 de junho para visitar a equipe de Vigilância Indígena.
O indigenista e o britânico desapareceram quando faziam o trajeto entre a comunidade ribeirinha São Rafael até Atalaia do Norte. A área faz parte do Vale do Javari, segunda maior terra indígena do país e local da maior concentração do mundo de povos isolados. Phillips, que era colaborador do jornal britânico “The Guardian”, iria fazer entrevistas com indígenas na região e Pereira o acompanhava na realização do trabalho.
No dia 5, Pereira e Phillips deixaram o lago e partiram para a comunidade São Rafael, onde o indigenista participaria de uma reunião e chegaram ao destino por volta de 6h.
Após conversarem com uma local, ambos recomeçaram o trajeto de retorno à Atalaia do Norte e não foram mais vistos.



