Filha de Vampeta diz ter sido agredida pelo marido após prisão nos Estados Unidos
Giovanna Batista Santos afirma ter sido vítima de violência doméstica, relata que ficou sem medicamentos após transplante de coração e acabou internada depois de deixar a cadeia
Vampeta e a filha (Reprodução)
Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
A filha do ex-jogador Vampeta, Giovanna Batista Santos, afirmou que foi vítima de violência doméstica após um episódio ocorrido na Flórida, nos Estados Unidos. Em relato concedido à revista Quem, a jovem de 23 anos contou que foi presa sob acusação de violência doméstica, mas sustenta que foi agredida pelo marido durante uma discussão e que deixou a prisão com a saúde debilitada, sendo internada logo em seguida.
Segundo Giovanna, ela permaneceu aproximadamente 24 horas detida e, durante esse período, não recebeu os medicamentos de uso contínuo necessários para evitar a rejeição do coração transplantado. Após ser liberada mediante o pagamento de fiança de US$ 500 (cerca de R$ 2,7 mil), foi levada ao hospital, onde permaneceu por dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela recebeu alta neste sábado (1º/8).
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Giovanna Batista SantosReprodução Filha de Vampeta mostra que tem trabalho comum e nega ser mimadaReprodução: TikTok Reprodução
Relacionamento terminou em denúncia
Moradora do sul da Flórida há pelo menos dois anos, Giovanna contou que se casou em março de 2025 e afirmou que nunca imaginou que o relacionamento terminaria dessa forma.
“Casei-me com meu marido porque o amava e acreditava que estávamos construindo um futuro juntos. Permanecemos casados por aproximadamente dois anos. Durante todo esse período, confiei plenamente nele e jamais imaginei que nosso relacionamento terminaria da forma como terminou. Olhando para trás, hoje acredito que ele pode ter se casado comigo principalmente para obter benefícios imigratórios, e não porque realmente desejava construir uma vida ao meu lado”, disse.
Segundo a jovem, a discussão começou após uma situação ocorrida na noite anterior, quando o marido teria informado que dormiria no sofá ao lado de uma prima: “Embora eu tenha ficado extremamente desconfortável com essa situação, decidi evitar uma discussão e fui me deitar. Na manhã seguinte, ao conversarmos sobre o ocorrido da noite anterior, a situação evoluiu para uma discussão.”
Ela afirma que, durante o desentendimento, passou a se sentir intimidada: “Meu marido aproximou-se de forma extremamente intimidante, ficando com o rosto muito próximo ao meu, apontando os dedos para mim e fazendo ameaças. Senti-me intimidada e com medo da situação.”
Giovanna disse que pediu para que ele deixasse o apartamento, mas afirma que foi empurrada e reagiu para tentar se proteger: “Ele me empurrou contra a porta. Assustada com a agressão, eu o empurrei de volta na tentativa de me afastar e me proteger. Imediatamente depois, ele me agarrou, me encurralou, me jogou no sofá, me imobilizou e passou a me agredir fisicamente. Em consequência de suas agressões, fiquei com diversos hematomas pelo corpo.”
Ainda conforme seu relato, o marido deixou o imóvel e acionou a polícia, alegando que havia sido agredido por ela. Giovanna afirma que acabou presa, apesar das lesões que apresentava.
Jovem relata falta de medicamentos na prisão
A filha de Vampeta também relatou que informou diversas vezes aos funcionários da unidade prisional sobre sua condição de transplantada cardíaca e sobre a necessidade do uso contínuo de medicamentos, mas diz que não recebeu a medicação durante o período em que esteve presa.
“Enquanto estava detida, informei repetidamente aos funcionários da unidade prisional que sou transplantada do coração e que faço uso contínuo de medicamentos antirrejeição indispensáveis para manter o órgão transplantado, além de medicamentos para controlar a pressão arterial. Apesar de terem sido informados sobre minha grave condição de saúde, não me forneceram os medicamentos prescritos durante as aproximadamente 24 horas em que permaneci sob custódia”, pontuou.
Ela afirmou que a interrupção do tratamento agravou seu quadro clínico: “Após minha liberação, minha família precisou acionar o serviço de emergência (911) devido ao agravamento do meu estado de saúde. Fui levada diretamente ao hospital, onde permaneço recebendo atendimento médico.”
Giovanna também declarou que foi informada de que não poderá retornar ao apartamento onde morava e afirmou que o marido permaneceu com seus documentos pessoais: “Meu marido também reteve meus passaportes, deixando-me sem acesso aos meus documentos pessoais de identificação e de viagem.”
Ao encerrar seu relato, a jovem disse esperar que todos os fatos sejam apurados pelas autoridades: “Toda essa experiência me causou profundo sofrimento físico e emocional. Perdi minha sensação de segurança, meu lar, meus pertences, e minha saúde foi colocada em risco porque fui privada dos medicamentos essenciais para minha sobrevivência. Acredito que fui vítima de violência doméstica e peço que meu relato seja integralmente investigado, incluindo as circunstâncias que envolveram o nosso casamento e minha convicção de que meu marido se casou comigo principalmente para obter benefícios imigratórios.”
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Tags:Giovanna Batista, Vampeta
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Guilherme Silva.



