A Polícia da Pensilvânia confirmou a captura do brasileiro Danilo Cavalcante, foragido nos Estados Unidos (EUA) após assassinar a ex-companheira na frente dos filhos, na manhã desta quarta-feira (13/9).
Mais cedo, autoridades norte-americanas encontraram os sapatos e as roupas dele. O moletom foi outrora apontado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) como um dos possíveis itens que ele poderia estar vestindo, na descrição que utilizou para incluí-lo na lista vermelha da organização.
Na noite da segunda-feira (11/9), o brasileiro Danilo Cavalcante chegou a trocar “diversos tiros” com um morador da cidade ao roubar um rifle calibre .22 na garagem de uma família. Cavalcante é considerado “extremamente perigoso” pelas autoridades norte-americanas.
“Estamos lidando com um monstro”, afirmou a promotora do caso, Deb Ryan.
O brasileiro estava foragido há duas semanas, e foi necessário o total de 500 policiais à sua procura na região do Condado de Chester, na Pensilvânia.
A própria mãe de Danilo chegou a produzir um áudio em que pede para que o fugitivo se entregasse as autoridades, que haviam oferecido US$ 20 mil (cerca de R$ 100 mil) por informações que ajudassem a localizar o brasileiro.
Os crimes do brasileiro foragido
Danilo foi condenado por homicídio em primeiro grau, no dia 16 de agosto, por esfaquear até a morte a ex-namorada Débora Evangelista Brandão. O crime aconteceu na cidade de Phoenixville, em abril de 2021.
“Ele a esfaqueou fatalmente 38 vezes, em plena luz do dia, na frente de seus filhos de 4 e 7 anos. Depois, escapou e foi ajudado por familiares e amigos. A Polícia do Estado da Virgínia conseguiu prendê-lo mais tarde, no mesmo dia”, contou a promotora do condado em que ocorreu o crime, Deb Ryan.
Cavalcante ainda é procurado pelo homicídio de Valter Júnior Moreira dos Reis, em 2017, morto a tiros em uma praça em Figueirópolis, em Tocantins.
As autoridades locais aumentaram o perímetro de busca pelo brasileiro. Além da polícia estadual da Pensilvânia, a Swat e o FBI estão atrás dele. O Ministério Público do Condado de Chester classificou o brasileiro como “extremamente perigoso”. O criminoso estava cumprindo prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
VIA METRÓPOLES




