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Fim da corporação e Cosme e Damião: os planos dos buritizáveis para a PMDF

Por Arthur de Souza
Tony Oliveira/Agência Brasília

Uma das principais preocupações da população do Distrito Federal é a segurança pública. Por isso, o Metrópoles buscou, dentro dos programas de governo dos 10 candidatos ao GDF, os planos de cada um para fortalecer (ou não) a Polícia Militar (PMDF).

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Confira as algumas das principais propostas dos candidatos para a corporação:

Celina Leão (PP)

  • Criar batalhões nas regiões administrativas que ainda não têm, além de qualificar a infraestrutura e a capacidade operacional, priorizando a manutenção, reforma e adequação de batalhões, viaturas e equipamentos operacionais;
  • Reforçar o efetivo e a capacidade operacional do Batalhão Escolar e ampliar o modelo de gestão compartilhada nas escolas públicas do DF (escola cívico-militar);
  • Fortalecer e integrar programas como o Policiamento de Prevenção à Violência Doméstica da PMDF (PROVID), em articulação com as demais forças de segurança e o sistema de justiça.

Leandro Grass (PT)

  • Articulação para que 100% das ocorrências de violência contra a mulher tenham classificação de risco imediata;
  • Atuação integrada e reforço policial em terminais, paradas e trajetos seguros, atuando em conjunto com protocolos de resposta rápida a assédios e importunações;
  • Implementação e fortalecimento do modelo de “policial que conhece a comunidade e protege melhor”, priorizando a presença nos territórios e o aumento da sensação de segurança nas regiões administrativas.

José Roberto Arruda (PSD) – teve a candidatura rejeitada pelo TRE-DF

  • Emprego de tecnologia para análise preditiva, antecipando ocorrências e dando suporte ao planejamento de policiamento de rua e de inteligência;
  • Patrulhamento a intervenções urbanas (iluminação, câmeras e monitoramento), além da participação ativa do cidadão, por meio do aplicativo “GDF na Palma da Mão”, em que será possível notificar “sinais de violências” e riscos urbanos;
  • Uso intensivo de dados e inteligência artificial, com foco no fortalecimento da inteligência, na prevenção de crimes e no apoio ao planejamento operacional e à atuação integrada das forças policiais.

Paula Belmonte (PSDB)

  • Reconhecimento facial e cruzamento de dados com o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) para alertar diretamente a viatura mais próxima na captura de foragidos;
  • Uso de inteligência para direcionar a presença e a atuação da PMDF em áreas de maior risco, como os centros das Regiões Administrativas e o entorno de escolas;
  • Monitoramento territorial e cruzamento de dados para identificar com maior agilidade agressores foragidos ou em descumprimento de medidas protetivas.

Ricardo Cappelli (PSB)

  • Atuar contra organizações criminosas, homicídios, roubos, furtos, receptação, tráfico de armas e drogas, além de crimes digitais, por meio de inteligência, análise financeira e ações territoriais integradas;
  • Integrar a segurança com saúde, assistência social e o sistema de justiça para avaliar riscos, acompanhar medidas protetivas e atender casos de maior risco de forma especializada;
  • Utilizar iluminação, videomonitoramento e novas tecnologias com base legal, supervisão humana, proteção de dados e avaliação de resultados.

Kiko Caputo (Novo)

  • Expansão do modelo de policiamento de proximidade, comunitário e orientado ao problema nas regiões administrativas, alinhando a atuação policial às demandas específicas de cada comunidade;
  • Fortalecimento da segurança escolar em articulação com a comunidade e as redes de proteção social, integrando ações educativas e preventivas nas escolas da rede pública;
  • Integração operacional e tecnológica da PMDF com as demais forças de segurança, promovendo compartilhamento de informações em tempo real e atuação conjunta nos centros de comando e controle.

Professora Samara Mineiro (UP)

  • Implementação imediata e obrigatória do monitoramento das ações policiais por meio de câmeras para coibir abusos de agentes fardados;
  • Retirada imediata da Polícia Militar da gestão pedagógica e administrativa das escolas públicas, encerrando o modelo das escolas cívico-militares;
  • Transição para o policiamento de ciclo completo com carreira única e civil, rompendo com o modelo herdado da ditadura militar.

Elisson Ferreira (Agir)

  • Utilização ampla do sistema de videomonitoramento inteligente e do programa DF Inteligente, com monitoramento em áreas comerciais, escolas, hospitais, terminais de transporte e espaços públicos;
  • Ampliação do uso de reconhecimento de placas de veículos e monitoramento nas áreas de grande circulação;
  • Realizar diagnóstico completo da infraestrutura das forças de segurança nos primeiros 100 dias de governo, além de construir, reformar e modernizar os batalhões da Polícia Militar.

Expedito Mendonça (PCO)

  • Dissolução da Polícia Militar e de “todo o aparato repressivo”;
  • Direito de autodefesa e armamento para os trabalhadores do campo e indígenas;
  • Formar comitês de autodefesa dos trabalhadores da cidade, do campo e das comunidades de índios.

Professor Robson (PSTU)

  • Desmilitarização da PM e criação de uma segurança pública sob controle comunitário;
  • Fim da militarização das escolas, ampliação e efetivação da gestão democrática das escolas;
  • Organizar uma divisão policial especializada na proteção de mulheres vítimas de ameaças.

Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Arthur de Souza.