O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta sexta-feira (17/7), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante cumprimento de prisão domiciliar.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar classificou a medida como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”, e acusou o magistrado de agir por motivação política.
“Mais uma decisão ilegal, desproporcional, covarde e cruel. O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra e está tomando chute na cara de Moraes. Hoje foi mais um bico na boca”, afirmou o senador.
Assista:
Na gravação, o senador afirmou que Moraes teria perdido a imparcialidade como juiz por temer uma eventual volta de Bolsonaro ou de outro integrante da família à Presidência da República.
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do Metrópoles
“O medo de que Bolsonaro ou um Bolsonaro volte à Presidência do Brasil tirou completamente a sua condição de ser juiz. Usar a força que o Estado lhe conferiu para satisfazer os seus devaneios pessoais não é justiça, é vingança”, declarou.
Apesar da afirmação, Flávio afirmou que não saberia dizer qual seria a motivação por detrás da suposta vingança.
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Restrições ampliadas
As declarações foram feitas após Alexandre de Moraes ampliar as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Na decisão desta sexta-feira, o ministro proibiu visitas com finalidade político-eleitoral ao ex-presidente até o fim das eleições gerais de 2026 e suspendeu todas as visitas por 30 dias, exceto de médicos, fisioterapeutas e advogados. Flávio Bolsonaro também permanece impedido de visitar o pai por 90 dias.
Moraes ainda determinou que Bolsonaro não poderá divulgar manifestos ou mensagens de conteúdo político-eleitoral, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado.
A nova decisão foi tomada após Flávio publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. O ministro acompanhou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou descumprimento das medidas cautelares, mas entendeu que o episódio não justificava a conversão da prisão domiciliar em regime fechado.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Madu Toledo.





