O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28/8), durante sabatina no Jornal Nacional, que o irmão Eduardo Bolsonaro (PL) errou ao agradecer ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela imposição de tarifas contra produtos brasileiros.
“Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas”, disse.
A declaração representa mais uma correção pública de Flávio a Eduardo em um momento em que a campanha tenta conter ruídos dentro da própria família Bolsonaro.
No JN, Flávio tentou separar a atuação política do irmão nos Estados Unidos da decisão tomada pela Casa Branca. “O trabalho que ele fez lá foi para conscientizar e a decisão quem tomou foi o governo americano, não foi o Eduardo Bolsonaro. Não tem absolutamente nada a ver com isso”, declarou.
Antes, Flávio havia afirmado que Eduardo “nunca pediu tarifas” contra empresas brasileiras e disse que ele próprio se posicionou contra a medida desde o anúncio.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
Eduardo agradeceu tarifaço
Eduardo, porém, comemorou publicamente o tarifaço quando Trump anunciou, em 9 de julho de 2025, uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
Na ocasião, o ex-deputado federal pediu que brasileiros agradecessem ao presidente norte-americano e escreveu: “Obrigado, presidente Donald Trump”, além de relacionar a medida à pressão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Um mês depois, em entrevista ao Metrópoles, Eduardo Bolsonaro afirmou que não se arrependia de sua articulação nos Estados Unidos.
Questionado diretamente se considerava correto misturar interesses pessoais, eleitorais e nacionais, Flávio respondeu: “Eu não acho correto”. Em seguida, saiu em defesa do irmão e contestou a responsabilização dele pelas medidas norte-americanas.
“Agora você não pode acusar o Eduardo de manipular o Trump. Já seria demais. O Trump faz o que está na cabeça dele, essa política de tarifas”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Maria Laura Giuliani.




