Apesar do intenso fogo amigo e da crise provocada pelo filme financiado por Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro chega a esta etapa da campanha em posição eleitoral melhor do que a ocupada por seu pai no mesmo momento da disputa de 2022.
Agregadores de pesquisas mostram que Lula aparece com 46% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio registra 42%. Em 2022, à essa altura da pré-campanha, Lula tinha 60% ante 37% de Jair Bolsonaro.
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do Metrópoles
Segundo aliados, há quem tente impor o mesmo modus operandi que levou Jair Bolsonaro à Presidência. “Tem muita pancada de interesses contrariados. Pessoas que falam como se estivessem na campanha, mas não estão”, afirma o senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha. O próprio nome de Marinho foi envolvido nas intrigas, com a tese de que poderia substituir Flávio como cabeça de chapa. A estratégia, segundo interlocutores da campanha, seria desgastar Marinho e difundir a versão de que ele trabalha contra o candidato.
Na avaliação da equipe, a principal diferença em relação às campanhas de Jair Bolsonaro é que o ex-presidente disputava a eleição com um estilo marcado pela autossuficiência. Em 2018, poucos acreditavam em sua vitória, e ele venceu. Em 2022, manteve a mesma forma de conduzir a campanha. A conclusão no entorno de Flávio é que esse modelo não pode ser simplesmente reproduzido porque o candidato não é Jair Bolsonaro.
Outro argumento usado pelo comando da campanha é a capilaridade política. Enquanto Jair Bolsonaro contava com cerca de dez palanques estaduais neste momento da eleição de 2022, a equipe calcula que Flávio já reúne apoio em aproximadamente vinte estados.
O senador já perdeu o apoio de PP e União Brasil, mas o Republicanos ainda avalia uma adesão formal. O presidente da legenda, Marcos Pereira, disse à coluna que a decisão deve ser tomada até 1º de agosto. O prazo final para a definição das alianças é 4 de agosto.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Andreza Matais.




