focos de queimadas no Acre em julho de 2026 registraram uma queda expressiva de 65% em relação ao mesmo período do ano passado, levando o estado ao menor índice para o mês de julho desde 2001. Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e indicam um cenário bem abaixo da média histórica.
Segundo o levantamento, entre janeiro e julho deste ano foram identificados 97 focos de queimadas em todo o estado. Somente em julho, foram registrados 56 focos, o maior volume mensal de 2026 até o momento, mas ainda muito inferior aos números normalmente observados para o período.
Feijó lidera número de ocorrências
Entre os municípios acreanos, Feijó concentrou a maior quantidade de registros em julho, com 23 focos, o equivalente a 23,7% de todas as ocorrências contabilizadas no estado.
Na sequência aparecem Rodrigues Alves e Tarauacá, com nove focos cada, seguidos por Cruzeiro do Sul, que registrou sete notificações.
Rio Branco ocupa a sexta posição no ranking estadual, com seis focos de queimadas, representando 6,2% do total registrado no Acre durante o mês.
Resultado fica abaixo da média histórica
Além da redução de 65% em comparação com julho de 2025, o resultado de 2026 também chama atenção por ficar muito abaixo da média histórica calculada pelo Inpe.
Desde o início da série histórica, apenas julho de 2001 apresentou número inferior, quando foram registrados apenas três focos de queimadas no estado.
Os outros menores índices haviam sido observados em 2014, com 91 focos; 2013, com 98; e 2009, quando foram contabilizados 59 focos durante o mês.
Embora os números representem um cenário positivo para o Acre, especialistas destacam que o período de estiagem ainda exige monitoramento constante, já que agosto e setembro costumam concentrar maior risco de incêndios florestais na região amazônica.




