Um áudio atribuído à mãe de Maria Raissa, de 18 anos, começou a circular em grupos de WhatsApp após a morte da jovem nesta terça-feira (18), em Sena Madureira. Abalada, a mulher faz uma grave acusação: a mãe da jovem acusa negligência médica e questiona a condução do atendimento prestado à filha antes da morte.
As declarações representam a versão da mãe e não significam, até o momento, que tenha sido comprovada qualquer falha médica. As circunstâncias do atendimento ainda precisam ser oficialmente esclarecidas.
“Por que não mandou minha filha para Rio Branco?”
Em um dos momentos mais fortes da gravação, a mãe afirma que a filha apresentava pressão alta e questiona por que não teria ocorrido uma transferência antecipada para a capital.
“Por que que ele viu que a minha filha tava com a pressão alta, por que que ele não mandou minha filha pra Rio Branco?”, questiona.
A mulher afirma ainda que, caso tivesse sido orientada sobre a necessidade, teria providenciado pessoalmente o transporte da filha.
“Eu tinha levado a minha filha, eu tinha pagado um carro, tinha levado a minha filha”, afirma no áudio.
Mãe diz que filha fazia acompanhamento
Outro ponto levantado pela mãe é que Maria Raissa estaria realizando acompanhamento durante a gestação.
Em meio à revolta, ela afirma que pretende buscar esclarecimentos e responsabilização pelo que aconteceu.
A mãe também relata ter confrontado verbalmente o profissional após a morte da filha.
“Estou com uma dor tão grande”
A parte final do áudio revela o tamanho do sofrimento da família.
“Eu estou com uma dor tão grande, tão grande”, desabafa.
Em seguida, a mãe fala do neto recém-nascido, Bernardo, que sobreviveu.
Emocionada, ela descreve a criança como “a coisa mais linda” e lembra que agora precisa encontrar forças também pela família e pelo filho deixado por Maria Raissa.
Acusação precisa ser apurada
Rayssa morreu após apresentar uma grave complicação relacionada ao parto. Informações preliminares recebidas pelo YacoNews apontaram um quadro de eclâmpsia, mas a causa e todas as circunstâncias da morte precisam ser confirmadas oficialmente pelas autoridades de saúde.
Da mesma forma, a acusação de negligência feita no áudio precisa ser investigada antes que qualquer responsabilidade seja atribuída a profissionais envolvidos no atendimento.
O YacoNews mantém espaço aberto para que a direção do Hospital João Câncio Fernandes, a Secretaria de Estado de Saúde e o profissional citado pela família apresentem suas versões e esclareçam os procedimentos adotados durante o atendimento de Rayssa.
Ouça o áudio:




