Os investidores estrangeiros retiraram R$ 4,7 bilhões em ações da Bolsa brasileira (B3) no pregão de terça-feira (11/8). Com a saída, o Ibovespa desabou 2,50%. Essa foi a maior fuga de capital do exterior da B3, registrada desde 22 de abril de 2021, quando os saques somaram R$ 6,6 bilhões.
Na terça-feira, a saída de estrangeiros foi motivada pela divulgação de um relatório do JPMorgan, que rebaixou as ações brasileiras de “overweight” (o equivalente a compra) para neutra. Para o banco americano, com a proximidade das eleições, o mercado de capitais passará por um aumento da volatilidade.
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Uma análise da consultoria Elos Ayta também mostra que, depois de sete pregões consecutivos de queda, houve uma redução de R$ 279 bilhões no valor de mercado das empresas listadas na B3, entre os dias 3 e 12 de agosto.
A quantia corresponde a cerca de 90% do atual valor de mercado da Vale, de R$ 311 bilhões. “Em apenas sete sessões, portanto, a Bolsa brasileira perdeu em valor de mercado o equivalente à terceira maior companhia do país”, diz Einar Rivero, sócio da consultoria.
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Para Rivero, a sequência de perdas ocorreu em um ambiente de maior cautela com os ativos brasileiros, marcado por preocupações com o cenário doméstico, incertezas relacionadas ao processo eleitoral e redução da exposição de investidores estrangeiros à Bolsa.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carlos Rydlewski.




