Um homem foi preso em flagrante no Distrito Federal após protagonizar uma sucessão de atritos com as forças de segurança que se estendeu por dois dias consecutivos. A espiral de confusões começou na terça-feira (19/8), quando a Polícia Militar abordou o homem enquanto ele fazia uso de maconha em área pública na região do Sudoeste.
Durante a abordagem, o suspeito desacatou a equipe, resistiu à prisão e acabou sendo levado para a 5ª Delegacia de Polícia (Área Central). Na unidade policial, prestou depoimento e foi liberado em seguida.
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A tranquilidade, contudo, durou pouco. Na manhã desta quarta-feira (20/8), o mesmo homem compareceu ao Instituto de Medicina Legal (IML), por orientação de seu advogado, para realizar um exame de corpo de delito. No entanto, ele foi ao local sem o memorando de encaminhamento expedido pela Polícia Civil, documento administrativo indispensável para a liberação e execução do procedimento.
Mordida
Ao ter o atendimento negado por falta da requisição oficial, os policiais civis de plantão no IML orientaram o homem a retornar à delegacia e retirar a guia necessária. A orientação formal desencadeou uma reação desproporcional. O homem passou a proferir xingamentos e ofensas verbais contra os servidores. Mesmo alertado repetidamente de que a atitude configurava crime de desacato, ele manteve a postura hostil e continuou com as agressões verbais.
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Diante do desacato continuado, os policiais civis deram voz de prisão ao suspeito. Neste momento, a situação fugiu completamente do controle. O homem tentou fugir a pé e travou uma intensa luta corporal com os agentes que tentavam contê-lo. Em meio à confusão, ele cravou os dentes no braço de um dos servidores da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Lesões
A violência do golpe provocou lesões corporais no policial, que precisou ser submetido a exame de corpo de delito no próprio instituto junto dos demais colegas feridos na ação.
Após ser finalmente imobilizado, o agressor foi algemado e reconduzido ao plantão da 5ª DP. Desta vez, porém, o desfecho foi diferente do dia anterior: Sérgio Bautzer, delegado plantonista na unidade, autuou o suspeito em flagrante pelos crimes de desacato, resistência e lesão corporal praticada contra agente de segurança pública no exercício da função.
O delegado esclareceu que não foi arbitrada fiança na sede policial, uma vez que a soma das penas máximas dos delitos imputados ultrapassa o limite legal de quatro anos estipulado para a concessão do benefício. O homem segue detido à disposição da Justiça.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carlos Carone.




