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Gaeco faz operação após suspeitas de fraude milionária na Santa Casa de MS

Por Letícia Guedes
Divulgação/MPMS

Uma operação foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) nesta sexta-feira (11/9), após investigação identificar fraudes e desvios de dinheiro em contratos firmados pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande. Prejuízos já somam mais de R$ 4,9 milhões.

Batizada de Antidotum, a operação, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), foi deflagrada para cumprir seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Segundo a investigação, foram identificadas fraudes em um contrato firmado pela Santa Casa para a prestação de serviços de digitalização de prontuários. O acordo previa o pagamento de R$ 1,8 milhão por ano e tinha vigência de três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. No entanto, somente no primeiro ano de vigência, o desvio de recursos totalizou R$ 1,4 milhão.

A investigação também constatou irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde, empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, com diversas empresas do mesmo grupo econômico.

Segundo a apuração, essas empresas, cujo proprietário tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço. O imóvel, porém, encontrava-se desocupado.

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da Coluna Mirelle Pinheiro

Somente em 2025, a Operadora Santa Casa Saúde pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas. De acordo com a investigação, os pagamentos geraram um prejuízo de, no mínimo, R$ 3,5 milhões à entidade.

Sonegação

Durante as apurações, também foi constatado que contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente sonegados dos órgãos de controle, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

O valor total do prejuízo causado à Santa Casa de Campo Grande permanece sob apuração no curso das investigações.

A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e com a participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS.

“Antidotum”, termo que dá nome à operação, vem do latim e significa contraveneno ou contramedida, substância que neutraliza ou impede a ação nociva de uma toxina no organismo. Também é usado no sentido figurado como recurso ou solução contra um problema.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Letícia Guedes.