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MPSP deflagra operação Crédito Oculto, terceira fase da Carbono Oculto, em SP e mais 6 estados
Batizada oficialmente de Crédito Oculto, a operação acontece em meio a investigações que revelaram o uso de fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar o controle de uma usina sucroalcooleira e viabilizar a compra da distribuidora.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) cita o banco e o executivo como parte do núcleo financeiro usado para viabilizar a aquisição e ocultar os bens do grupo criminoso.
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do Metrópoles SP
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Segundo a investigação, o Genial recebeu dinheiro do fundo de investimentos Radford, que tinha como cotista único a usina sucroalcooleira Itajobi. O dinheiro foi aplicado em Certificados de Depósito Bancário Vinculados (CDBVs) emitidos pelo banco.
Com lastro nos CDBVs, o Genial emitiu créditos em favor de duas empresas de fachada. Os créditos foram usados na compra da distribuidora de combustíveis Terrana.
As autoridades alegam que, como o cotista do Radford era a Usina Itajobi, tratou-se de uma operação circular: o grupo emprestou dinheiro a si mesmo por meio do fundo e do banco para simular um financiamento legítimo de mercado.
Conversas obtidas durante a investigação revelaram, ainda, contatos diretos entre Paulo Narcélio Simões do Amaral, apontado como “laranja” no esquema, Humberto Tupinambá e seus irmãos André e Bruno Tupinambá (também alvos da operação) entre maio de 2024 e agosto de 2025 para alinhar as negociações do financiamento.
O que diz o Genial
O Banco Genial informou que todas as informações relacionadas às operações envolvendo o fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas de fachada, que estavam em poder da instituição, foram fornecidas pelo próprio banco ao MPSP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
“No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época.
A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles.”
O banco também informou que, após a deflagração da Operação Carbono Oculto, renunciou à administração do fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados.
“A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.”
O Metrópoles tenta contato com os demais citados.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Rodrigo Tammaro.




