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Gladson Cameli apresenta defesa contra impugnação de candidatura ao Senado no Acre

Ex-governador tenta garantir candidatura ao Senado enquanto Justiça Eleitoral analisa possível inelegibilidade após condenação pelo STJ.

Samoel Andrade Por Samoel Andrade

O Gladson Cameli defesa contra impugnação ao Senado foi apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) na noite desta terça-feira (25), após o Ministério Público Eleitoral (MPE) pedir que a candidatura do ex-governador seja impedida nas eleições de 2026. A defesa solicita que a ação seja rejeitada e que o registro eleitoral de Cameli seja autorizado pela Justiça Eleitoral.

A disputa jurídica ocorre após o MPE apontar uma condenação do ex-governador pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) como possível causa de inelegibilidade.

Defesa de Gladson Cameli pede rejeição da impugnação

Os advogados do ex-governador apresentaram a contestação dentro do processo que tramita no TRE-AC.

Na manifestação, a defesa argumenta que existem questões jurídicas que precisam ser analisadas antes de qualquer decisão definitiva sobre o registro da candidatura.

Os advogados sustentam que os fundamentos apresentados na ação de impugnação não seriam suficientes para impedir a participação de Cameli na disputa eleitoral.

Com isso, a defesa pede que o pedido apresentado pelo Ministério Público Eleitoral seja rejeitado.

MPE aponta possível inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa

A impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral tem como principal fundamento a condenação de Gladson Cameli pela Corte Especial do STJ.

Para o órgão, a decisão colegiada poderia enquadrar o ex-governador nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa.

A legislação estabelece restrições à candidatura de pessoas que se enquadrem em determinadas situações jurídicas previstas na norma.

O caso agora será analisado pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os argumentos apresentados tanto pelo Ministério Público quanto pela defesa.

Gladson Cameli foi condenado pelo STJ

Em maio deste ano, Gladson Cameli foi condenado pelo STJ a 25 anos e nove meses de prisão por crimes relacionados à administração pública, além de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A decisão também determinou outras consequências, incluindo multa, indenização ao Estado e perda do cargo de governador.

Cameli, porém, já havia deixado o Governo do Acre para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.

A condenação ainda não transitou em julgado e pode ser contestada por meio dos recursos previstos no processo.

Defesa também contesta notícia de inelegibilidade

Além da ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, a defesa também respondeu a uma notícia de inelegibilidade apresentada por Joaquim Pedro de Morais Filho.

Os advogados pediram que tanto essa manifestação quanto a impugnação apresentada pelo MPE sejam rejeitadas pelo TRE-AC.

A estratégia da defesa é garantir que a Justiça Eleitoral reconheça a possibilidade de registro da candidatura de Cameli para o Senado.

TRE-AC terá que decidir sobre candidatura

A apresentação da defesa não significa que Gladson Cameli já esteja definitivamente autorizado a disputar as eleições.

Caberá ao TRE-AC analisar os argumentos apresentados pelas partes e decidir se o registro da candidatura será deferido ou negado.

O tribunal deverá avaliar, entre outros pontos, os efeitos eleitorais da condenação imposta pelo STJ e sua eventual aplicação às regras de inelegibilidade previstas na legislação brasileira.

Decisão ainda poderá chegar às instâncias superiores

Independentemente da decisão tomada pelo TRE-AC, o processo poderá continuar sendo discutido na Justiça Eleitoral.

Caso a candidatura seja indeferida, a defesa poderá apresentar os recursos cabíveis. Da mesma forma, caso o registro seja autorizado, adversários ou o Ministério Público poderão questionar a decisão nas instâncias superiores, conforme as regras processuais aplicáveis.

Por isso, a situação eleitoral de Gladson Cameli ainda depende da análise judicial.

Caso pode influenciar a disputa pelo Senado no Acre

A definição sobre a candidatura de Cameli é considerada relevante para o cenário eleitoral acreano de 2026.

O ex-governador é um dos nomes que disputam espaço na corrida por uma das vagas do Acre no Senado Federal.

A decisão da Justiça Eleitoral poderá alterar a composição da disputa e provocar mudanças nas estratégias dos demais candidatos e grupos políticos.

Até que haja uma decisão definitiva, Cameli permanece no centro de uma disputa jurídica que poderá definir seu futuro eleitoral.