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Após buscas da PF, Gladson reage a operações, questiona vazamento a adversários e confia no eleitor

Candidato ao Senado alega "estranheza e preocupação" com a divulgação antecipada da Operação Ptolomeu IV e Umbra e anuncia que recorrerá ao STF.

Allyson Barros Por Allyson Barros

O ex-governador e candidato ao Senado Federal, Gladson Cameli, manifestou-se publicamente através de suas redes sociais e de sua assessoria jurídica nesta terça-feira (22), após ter sido alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal em Rio Branco.

As diligências fazem parte das operações Ptolomeu IV — que apura suposto superfaturamento de R$ 1,2 milhão nas obras da nova sede do Imac — e Umbra, que investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas dentro da própria PF. As ações resultaram na apreensão de cerca de R$ 1 milhão em espécie e três prisões em flagrante por posse irregular de armas.

Em sua declaração pública, o candidato adotou tom de serenidade em relação às investigações, mas demonstrou descontentamento com a condução do episódio na reta final da campanha eleitoral.

“Confio na Justiça, no pleno esclarecimento dos fatos e na capacidade do eleitor acreano de acompanhar os acontecimentos, formar sua própria convicção e exercer livremente seu direito de escolha nas urnas”, afirmou Cameli.

Críticas a vazamentos e questionamento ao STF

Em nota oficial, a equipe do candidato levantou questionamentos sobre o vazamento prévio de detalhes da ação policial para páginas de internet e influenciadores digitais ligados a adversários políticos antes mesmo do acesso dos advogados aos autos do processo.

A defesa técnica informou que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF), invocando o entendimento fixado na ADPF 1017, que impõe restrições à aplicação de medidas cautelares contra concorrentes a cargos majoritários no período que antecede as eleições. Os advogados sustentam ainda que decisões anteriores da Suprema Corte já identificaram nulidades em provas colhidas no âmbito do mesmo inquérito.