O jornal Folha de S.Paulo publicou uma reportagem na noite desta terça-feira (29) em que um representante de uma vendedora de vacinas contra a Covid-19 afirma que recebeu pedido de propina ao oferecerdoses para o Ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).
Para compor o tal ‘grupo’, disse o representante da Davati Supply, o representante do Ministério da Saúde teria afirmado que seria preciso “acrescentar 1 dólar” por dose da vacina, para propina. “Não estava só eu, estavam ele [Dias] e mais dois. Era um militar do Exército e um empresário de Brasília”, diz Luiz.
“Se pegar a telemetria do meu celular, as câmeras do shopping, do restaurante, qualquer coia, vai ver que eu estava lá com ele e era ele [Roberto Dias] mesmo”, afirma Luiz. Ele afirma que recusou o pedido de propina. Depois do caso, ele teria tido contato outras vezes com o representante do Ministério da Saúde, mas o acordo não avançou.
COVAXIN
O Ministério da Saúde divulgou na tarde desta terça-feira (29) que decidiu suspender temporariamente o contrato para a aquisição de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, imunizante da farmacêutica indiana Bharat Biotech. O acerto é alvo de apuração na Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Covid-19, no Senado Federal e por parte do Ministério Público Federal.




