O analfabetismo é um problema grave em todo o Brasil, inclusive dentro dos presídios. No Acre não é diferente. Somente em 2023, por meio de ação diagnóstica realizada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) e o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), constatou-se que cerca de 7,5% das pessoas em situação de privação de liberdade não sabem ler e escrever.
Adriane de Matos é a professora responsável pela classe em que o detento estuda e diz que seus alunos são muito esforçados. “Participar desse momento na vida deles é prazeroso, porque vejo o empenho e a evolução de cada um. É gratificante vê-los atingindo suas metas e participando diariamente da escola”, ressalta.

Segundo Margarete da Frota, chefe da Divisão de Educação Prisional, o processo de alfabetização é fundamental para que a pessoa privada de liberdade possa prosseguir em sua caminhada na construção do próprio conhecimento, além de poder retornar ao convívio em sociedade de forma produtiva. “A intenção é prepará-los tanto no que se refere à elevação da escolaridade, como a formação para o mundo do trabalho”, destaca.





