Geral

Governo nega influência eleitoral no reajuste do Bolsa Família

Por Maria Eduarda Maia
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Wellington Dias, negou que o reajuste do Bolsa Família tenha relação com as eleições de 2026. Segundo ele, a medida foi feita “com muita responsabilidade”.

“Tudo isso foi estudado, analisado, e estamos aqui cumprindo uma regra legal. A lei autoriza o presidente a dar uma recomposição da inflação. Foi feito com muita responsabilidade”, afirma Wellington Dias.

Conforme o ministro, a pasta realizou estudos para definir o reajuste. “Temos, de um lado, todo o cumprimento da lei e, de outro, a responsabilidade fiscal”, afirmou.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todasVer todas as newsletters

O governo anunciou nesta quinta-feira (17/9) que o valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, reajuste corrige o valor dos benefícios de acordo com a inflação, que foi de 15,04% entre o início do programa até agosto de 2026.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

“Boa parte do remanejamento será feito da despesa previdenciária para o Bolsa família”, diz Moretti.

Crítica

O ajuste foi criticado pelo líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante. Em vídeo enviado para a coluna Igor Gadelha, o deputado afirmou que o gesto parece “desespero” do atual presidente da República.

“O Lula agora, depois de quatro anos, só dá R$ 91 de aumento. Você vai no supermercado, esses R$ 91 não vão servir para nada, porque as coisas estão muito caras por causa dos aumentos de impostos”, afirmou.

Sóstenes também criticou o fato de Lula ter mantido o piso do benefício durante o mandato e só anunciar o reajuste às vésperas do pleito.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Maria Eduarda Maia.