ACRE

Greve dos estudantes da Ufac continua mesmo após aprovação de semestre atípico

Movimento estudantil segue em greve e cobra reforço da frota de ônibus em Rio Branco.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

A greve dos estudantes da Ufac continua após semestre atípico aprovado pelo Conselho Universitário (Consu). Apesar de a universidade atender uma das principais reivindicações do movimento ao flexibilizar o calendário acadêmico, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) informou que a paralisação será mantida porque o problema do transporte coletivo ainda não foi solucionado.

O movimento estudantil cobra medidas para garantir o deslocamento dos alunos até o campus da Universidade Federal do Acre, em Rio Branco, diante da redução da frota de ônibus que atende a capital.

Falta de ônibus segue como principal reivindicação

A paralisação começou há mais de duas semanas, após estudantes relatarem dificuldades para chegar à universidade em razão da diminuição da oferta de transporte coletivo.

Desde então, o DCE promove manifestações e intensificou o diálogo com a Prefeitura de Rio Branco, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) e a administração da Ufac em busca de soluções para a crise.

Segundo a entidade estudantil, enquanto não houver reforço na frota de ônibus, muitos alunos continuarão enfrentando dificuldades para frequentar as aulas.

Consu aprova semestre atípico

Na última semana, o Conselho Universitário aprovou uma resolução que declara o atual período letivo como semestre atípico.

Com a medida, estudantes não poderão ser reprovados por faltas relacionadas à paralisação, reduzindo os prejuízos acadêmicos enquanto a situação do transporte não é normalizada.

A decisão atende uma das reivindicações apresentadas pelo movimento estudantil desde o início da greve.

Paralisação continua até solução para o transporte

Mesmo com a flexibilização do calendário, o DCE afirma que o principal motivo da mobilização permanece.

Os estudantes defendem que a garantia de acesso ao campus depende da regularização do transporte público, considerada essencial para que toda a comunidade universitária consiga retomar as atividades presenciais em condições adequadas.

Enquanto não houver uma solução para a insuficiência de ônibus, a greve deve continuar.