Investigadores da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público do Amazonas (MPAM) identificaram uma organização criminosa que usava aviões de pequeno porte e pistas clandestinas para transportar drogas da Amazônia para outras regiões do país.
O grupo foi alvo da Operação La Máquina, deflagrada na manhã desta quinta-feira (13/8) em oito estados. Ao todo, foram cumpridos 43 mandados judiciais, incluindo 13 de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão.
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da Coluna Manoela Alcântara
Enquanto uma parte do grupo cuidava dos voos, outros integrantes ficavam responsáveis por armazenar e distribuir os entorpecentes e movimentar o dinheiro obtido com o tráfico.
Além das aeronaves, eram usadas rotas fluviais e terrestres para levar as drogas entre os estados.
Parte da investigação avançou a partir do monitoramento de pistas clandestinas no interior do Amazonas.
A PF e o MPAM localizaram áreas usadas para pousos e decolagens, além de pontos de armazenamento de combustível em regiões remotas e estruturas montadas para dar suporte às aeronaves.
Em uma das frentes da apuração, os investigadores encontraram indícios de que a identificação de uma aeronave foi adulterada para dificultar a fiscalização. Também foram rastreadas operações de compra e financiamento de aviões que teriam sido usados pelo grupo.
R$ 35 milhões
O caminho do dinheiro também entrou na mira dos investigadores. Pessoas e empresas ligadas aos suspeitos movimentaram mais de R$ 35 milhões, segundo a PF e o MPAM.
Os órgãos afirmam que os valores não eram compatíveis com as atividades econômicas declaradas pelos envolvidos. Entre as práticas identificadas estão o uso de empresas de fachada, depósitos e transferências fracionadas e movimentações realizadas por terceiros.
Parte dos recursos também teria sido usada para comprar imóveis, veículos de alto padrão e embarcações registrados em nome de outras pessoas.
A investigação chegou ainda a investimentos em centros comerciais e outros empreendimentos em Manaus. A suspeita é de que esses negócios tenham sido usados para dar aparência legal ao dinheiro proveniente do tráfico.
Por ordem da Justiça, cerca de R$ 7,7 milhões em ativos financeiros foram bloqueados. Também foi determinado o sequestro de 31 veículos, avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões, e de dois centros comerciais ligados aos investigados.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Pablo Giovanni.




